Ano passado assisti mais uma pré-estreia de animação da Disney na Comic Con Experience e sai com os olhos inchados de tanto chorar, em mais uma animação original da Pixar com parceria da Disney que ganhou meu coração. Não conseguirei expressar tudo o que estou senti e ainda sinto, desde que assisti essa animação, posso apenas sentir as inúmeras emoções que o filme desencadeou dentro de mim. Quer saber como? Confira abaixo.
Sinopse
Miguel é um menino de 12 anos que sonha em ser músico, porém sua família não aceita esse sonho devido ao abandono de seu bisavô para seguir a carreira musical, sendo assim a música é proibida, pois tornou-se uma maldição para a família. Decidido a correr atrás de seu sonho, Miguel acaba indo parar no mundo dos mortos tendo a missão de reencontrar seu caminho de casa e resolver um mistério que envolve sua família.
Apesar do título ser parecido com Festa no Céu, esta história não tem nada a ver com Viva, os nomes são apenas parecidos e retratam o dia dos mortos, porém de uma forma bastante diferente entre eles. Na verdade, o título original, Coco, teve que ser modificado para o Brasil para evitar piadas e memes desagradáveis sobre o filme.
Miguel é uma típica criança teimosa, que não desiste do que quer por causa dos familiares, apesar de ser um menino bastante obediente e prestativo, secretamente ensaia algumas músicas e tem um grande carinho e inspiração em seu maior ídolo, o cantor, Ernesto de la Cruz. Seu amor pela música é tão grande que sempre que possível tenta driblar seus familiares para poder cantar ou tocar, como não tem ninguém para conversar sobre sua paixão tenta conversar com as pessoas na rua.
O dia dos mortos é um dia muito importante para àqueles que perderam seus entes queridos, as pessoas fazem oferendas e altares para relembrar aqueles que não estão mais vivos, e é justamente nesse dia que Miguel decide participar de uma competição de música, mesmo com toda a proibição de sua família, o menino não aguenta mais esconder seu amor pela música, é como se o proibissem de viver.
A aventura começa quando Miguel, de uma forma inimaginável, vai parar nos mundos dos mortos e lá encontra uma parte de sua família e como na terra dos vivos, eles não o sonho do garoto, essa proibição tem perdurado por gerações, então sem apoio familiar, Miguel procura por Ernesto para não apenas conhecer o ídolo como também para desvendar um mistério que assombra sua família há gerações e que é o principal motivo do banimento da música em sua casa.
Em busca de Ernesto, Miguel, junto com seu amigo cachorro Dante, conhece Hector, um homem que tenta a todo custo atravessar a ponte para o mundo dos vivos, porém existem algumas regras que o impedem de atravessar e em uma de suas tentativas de burlar o sistema acaba conhecendo Miguel e prometendo ajudar o garoto em troca de um favor. A procura por seu ídolo fará com que Miguel faça escolhas difíceis, mas também apreciará um mundo repleto de muitas cores, música e alegria.
Novamente a Pixar traz um filme com temas bastante sérios e atípicos, desde que assisti O Bom Dinossauro não imaginava que poderiam atingir ainda mais meus sentimentos, como o abandono, a inveja, a maldade de uma forma nua e crua e como sempre a morte em sua forma natural. Fiquei bastante chocada com um determinado ponto do filme e até cheguei a ficar um pouco preocupada com o rumo que estava tomando, porque afinal serão, principalmente, as crianças que irão assistir a animação e o que estavam transmitindo era um pouco pesado, no entanto fiquei ainda mais surpresa e maravilhada em como contornaram o possível problema, e nunca pensei que seria enganada, mas fui e de um jeito muito reconfortante e agradável.
Além de retratar sobre temas pesados, a animação equilibra com outros assuntos que são importantes em nossas vidas como a família, e eu nunca tinha assistido um filme que retratasse de uma forma tão pura e bela o verdadeiro significado de família, onde família não é apenas preciso estar junto ou presente, mas acima de tudo compreender e respeitar o outro,mesmo que não concorde. Porque amar o outro e querer seu bem é respeitar e ainda querer participar da união que reside em sua família.
Com todos esses fatores, ainda achei lindas as inúmeras mensagens transmitidas pelo filme, principalmente sobre a família que é o tema da animação, confesso que me identifiquei bastante com o Miguel, pois apesar de amarmos nossa família estamos suscetíveis a cometer erros e muitos deles sofremos consequências que por pouco são quase irreversíveis. Família não é o número de pessoas que a compõem, é o afeto, afeição e acima de tudo o amor que você tem por pessoas que sempre te apoiaram e quiseram seu bem.
A persistência e o amor que Miguel tem pela música é bastante tocante e encantadora, mesmo com inúmeras adversidades para alguém que é tão novo, o menino consegue ultrapassá-las e ainda consegue nos emocionar com essa jornada em busca da verdade e de seus sonhos. A música é algo extraordinário que ultrapassa as barreiras e transcende no tempo e espaço, que consegue nos fazer feliz, triste e principalmente nos conectar com as pessoas.
Falando em música, as canções do filme são de nos alegrar e emocionar do início ao fim, principalmente as últimas músicas que foram tão profundas que fizeram todos chorarem de pura emoção e aplaudirem de pé. A trilha sonora é espetacular, como assisti dublado as canções são em espanhol, e é impossível não querer ouvi-las após assistirem o filme, eu mesma já baixei no Spotify e não consigo parar de ouvir.
A animação tem tudo para agradar a todos, é bastante divertida e emocionante, vocês irão rir do início ao fim e ainda chorar um pouquinho, porque senão for pra chorar não é um filme da Pixar, com essa jornada do Miguel em busca de seu sonho junto com Hector. Vale a pena levar sua família para assistir algo que fala de uma forma tão bela e emocionante. Recomendo com todo o meu coração essa animação, apenas julguem por vocês mesmo o que estou falando e garanto que as crianças irão adorar, já que o filme estreia amanhã nos cinemas.
Por Thaís Marinho
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