Sinopse: Starr aprendeu com os pais, ainda muito nova, como uma pessoa negra deve se comportar na frente de um policial. "Não faça movimentos bruscos. Deixe sempre as mãos à mostra. Só fale quando te perguntarem algo. Seja obediente."
Quando ela e seu amigo, Khalil, são parados por uma viatura, tudo o que Starr espera é que Khalil também conheça essas regras. Um movimento errado, uma suposição e os tiros disparam. De repente o amigo de infância da garota está no chão, coberto de sangue. Morto.
Em luto, indignada com a injustiça tão explícita que presenciou e vivendo em duas realidades tão distintas (durante o dia, estuda numa escola cara, com colegas brancos e muito ricos - no fim da aula, volta para seu bairro, periférico e negro, um gueto dominado pelas gangues e oprimido pela polícia), Starr precisa descobrir a sua voz. Precisa decidir o que fazer com o triste poder que recebeu ao ser a única testemunha de um crime que pode ter um desfecho tão injusto como seu início.
Acima de tudo Starr precisa fazer a coisa certa.
Quando ela e seu amigo, Khalil, são parados por uma viatura, tudo o que Starr espera é que Khalil também conheça essas regras. Um movimento errado, uma suposição e os tiros disparam. De repente o amigo de infância da garota está no chão, coberto de sangue. Morto.
Em luto, indignada com a injustiça tão explícita que presenciou e vivendo em duas realidades tão distintas (durante o dia, estuda numa escola cara, com colegas brancos e muito ricos - no fim da aula, volta para seu bairro, periférico e negro, um gueto dominado pelas gangues e oprimido pela polícia), Starr precisa descobrir a sua voz. Precisa decidir o que fazer com o triste poder que recebeu ao ser a única testemunha de um crime que pode ter um desfecho tão injusto como seu início.
Acima de tudo Starr precisa fazer a coisa certa.
O Ódio Que Você Semeia é um livro que mostra a realidade
como ela realmente é, livre de clichês e consegue transmitir sua mensagem de
forma muito objetiva e sem rodeios. No começo do livro já senti um tremendo
impacto com os acontecimentos. Starr presencia seu amigo de infância ser morto
diante de seus olhos pelo simples motivo dele ser negro. Infelizmente esta é a
realidade nos EUA, um país tão desenvolvido para algumas coisas, mas ao mesmo
tempo tão retrógrado para outras.
A autora nos mostra o preconceito até mesmo entre as
minorias. A leitura do livro pode fazer você rever até mesmo alguns de seus
atos pois em situações ela explica que uma simples piadinha pode ser sim
preconceituosa e ferir os sentimentos das pessoas. Starr é uma menina muito forte,
ela passa por maus bocados muito jovem e ainda assim não sucumbe aos seus medos
e inseguranças. Morando no coração do “gueto”, o livro tem um leque de casos da
sociedade para tratar, como o crime organizado, relacionamento familiar, e
diversos outros.
A escrita da autora é muito clara de uma forma que você
consegue entender e absorver o que ela quer passar, por mais que seja um
assunto pesado, você não perde a motivação de ler. Uma coisa que me frustrou
com o livro era a Starr e sua falta de atitude. É justificável, mas eu queria
que ela tiver agido mais desde o começo da história, mas isso você consegue
lidar pois ela compensa em meados para o final do livro.
O livro é uma história que precisa ser lida, a mim não foi
algo tão surpreendente pois se você conhecer a realidade de fato como ela é
sendo negro pode não ser tão chocante, mas a história não é somente de momentos
de tapa na cara da sociedade. Você vai rir em alguns momentos, vai sentir o
coração na mão e ficar angustiado junto com Starr. O Ódio Que Você Semeia será
adaptado para os cinemas e já está em produção.
Por Jaqueline Ribeiro

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