Sinopse: Anna Fox mora sozinha na bela casa que um dia abrigou sua família feliz. Separada do marido e da filha e sofrendo de uma fobia que a mantém reclusa, ela passa os dias bebendo (muito) vinho, assistindo a filmes antigos, conversando com estranhos na internet e... espionando os vizinhos.
Quando os Russells – pai, mãe e o filho adolescente – se mudam para a casa do outro lado do parque, Anna fica obcecada por aquela família perfeita. Até que certa noite, bisbilhotando através de sua câmera, ela vê na casa deles algo que a deixa aterrorizada e faz seu mundo – e seus segredos chocantes – começar a ruir.
Mas será que o que testemunhou aconteceu mesmo? O que é realidade? O que é imaginação? Existe realmente alguém em perigo? E quem está no controle?
Neste thriller diabolicamente viciante, ninguém – e nada – é o que parece. 'A mulher na janela' é um suspense psicológico engenhoso e comovente que remete ao melhor de Hitchcock.A Mulher na Janela foi um livro que me surpreendeu num nível um tanto complexo até de falar. Foi uma história que comecei a ler sem muitas expectativas mas saciou meu desejo por um bom thriller.
“'A mulher na janela' é um daqueles raros livros realmente impossíveis de largar.” – Stephen King. Lendo essa frase eu já me preparei para um bom livro, se o Stephen King gostou então nota-se que o livro não nos deixa a desejar.
No livro vamos conhecer Anna Fox, uma psicóloga que possui um passado conturbado e vive nos dias atuais as sequelas que a vida lhe proporcionou, uma delas é agora fobia, o medo de sair de casa. Ela mora, aparentemente, sozinha em sua enorme casa num bairro bem movimentado, e seu hobby é vigiar a vida dos vizinhos pela janela, mas seus dias estavam prestes a mudar, pois a casa que antes estava vazia, agora recebia novos moradores, família Russell, eles aparentam ser uma família normal, no estilo comercial de margarina, mas cada lar possui seus próprios problemas, e a vida de Anna vai se abalar ainda mais ao tentar desvendar essa família.
O livro inicialmente me deixou com desejo de mais, mais informações e acontecimentos, que assim como quando queremos descobrir algo, AJ FINN, simplesmente vai dando corda para que nos enforquemos ao longo da trama, sim essa é a sensação angustiante que ele nos proporciona, e eu amei!
Nas primeiras cem páginas e te fornece poucas informações, mas sutis detalhes que vão ser necessários para que você desvende o que está para acontecer, com isso o leitor só consegue ansiar por mais detalhes, mas então ao se encaminhar para a metade o livro ele começa a dosar uma boa parte de informações com sutileza, de forma que você consiga processar tudo o que está acontecendo e ainda criar inúmeras teorias acerca do final da história e você certamente não consegue parar de ler.
A maneira que o autor trabalha o presente e passado na narrativa te envolve e te faz questionar se aquilo mesmo pode ser verdade, se o que está pensando é o que está por vir, pois tudo lhe é apresentado de forma dosada, como um medicamento prescrito em doses homeopáticas; além da importância dos personagens de apoio em tornar a experiência literária ainda mais palpável.
Complexo, instigante e capaz de mexer na sua mente “A mulher na Janela” Te faz refletir se tudo aquilo é real, ou se é realmente uma das paranóias de alguém que sofreu tantos traumas em sua vida que precisa fantasiar coisas na sua cabeça para alimentar seus dias cansativos e monótonos.
Agora, pegue seu vinho, e se prepare para essa leitura que com certeza foi uma das melhores que fiz no ano.
Por Leonardo Alves

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