Crítica | Todo dia

Em Todo Dia vamos conhecer a história de A, um viajante que todo os dias assume um corpo diferente. Independente do gênero, A se apossa do corpo da pessoa por apenas 24 horas e isso acontece desde sempre em sua memória. Além de seguir todo o cronograma de seu "hospedeiro", A utiliza uma conta no Instagram para registrar boas memórias de alguns de seus dias para que não passem despercebido. 
Sua vida seguia seu rumo normalmente até que um A acorda no corpo de Justin, um jovem que possui uma gama de amigos por ser jogador do time de futebol da escola e uma bela namorada, uma vida que muitos não reclamariam de ter. Ao seguir os afazeres do dia de Justin, A se depara com Rhiannon, sua namorada e ele vê uma garota especial de mais que não está sendo valorizada como deveria por seu namorado e decide proporcionar um dia memorável a ela, mas sua boa intenção vai mexer com seus sentimentos, e A vai acabar se apaixonando por Rhiannon, umas das últimas coisas que ele deveria fazer.
Com sua condição seria impossível desenvolver um relacionamento  com ela, mas o filme vai nos mostrar que todos nós temos nossa chance com o amor, e A vai sacrificar muitas coisas para contar a verdade sobre ele a ela. Apesar de parecer bem confuso o filme conta sem pressa como essa relação cresce e funciona e de uma forma que nos faz torcer por encontrar uma saída para ambos

O filme foca mais na relação de Rhiannon e A do que de fato explicar o que A é. Veremos muitos dramas internos de cada um, tradicionais de um adolescente que está prestes a ingressar na fase adulta e o longa quebra barreiras mostrando que quando você realmente ama, ama o interior da pessoa e que com esse sentimento que é tão forte é possível enfrentar qualquer coisa.
Todo Dia é um belo filme, bem relaxante e divertido. Com momentos tensos que nos fazem refletir, como em um dia que A acorda no corpo de uma jovem que está com depressão e está decidida a cometer suicídio, ainda temos uma lição sobre empatia e relacionamentos sendo eles familiares ou amorosos. As atuações dos foram muito boas, todos os "corpos" que o A "possuiu" realmente parecia que eram o mesmo ser só com um visual diferente. Com olhares parecidos e jeito de falar contou muito para acreditarmos que ali dentro era "A" e a cada cena nos envolvermos ainda mais com a história.
Todo Dia chega aos cinemas brasileiros no dia 12 de julho e vale apena conferir. Enquanto o filme não estreia, clique aqui para conferir nossa resenha do livro homônimo.

Confira o trailer:


Por Doug Gomes

Comentários

  1. O Doug quase não posta nada, mas quando posta é para aplaudir. Ótimo texto!

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