Crítica | Ghoul - Trama Demoníaca





Ghoul - Trama Demoníaca foi uma minissérie que me surpreendeu, não tinha nenhuma expectativa quanto a série, mas conforme terminei o primeiro episódio acabei assistindo a série por curiosidade e fiquei surpresa com o desfecho da minissérie.


A minissérie  apresenta uma Índia distópica em que o país está sendo governador pelo autoritarismo das forças militares armadas que utilizam como pretexto a segurança e nacionalismo do povo. Assim, a protagonista Nida Rahim é uma militar que serve aos ideais do seu país, por isso denunciá seu pai quando não obedece as ordens do governo.


Um tempo depois a personagem está completando um treinamento militar quando é bruscamente interrompida ao ser chamada para ser interrogadora de um remoto centro de detenção militar, lá a jovem lutará pela própria sobrevivência ao investigar o bizarro comportamento de um dos prisioneiros.




O primeiro episódio da série como de praxe é introdutório, dessa forma conhecemos como se dá a construção e relação da personagem com o pai, em como é o controle dos militares sobre o país e como são suas ações, que para o pai da jovem são insanas e desumanas, mas para alguém patriota e militar como Nida é difícil concordar com os ideias do pai, assim a trama segue nessa relação entre eles até a parte em que Nida denuncia o pai.

Num primeiro momento, a série nem parece que é sobrenatural, mas chega a ser mais parecido como uma distopia por retratar o terrorismo e o extremismo militar, remonta a muitos livros e filmes que abordam distopia, principalmente Fahrenheit 451. Logo, o primeiro episódio não chamou muita  atenção para a questão sobrenatural, pois ela não é abordada em nenhum momento, então assisti o segundo episódio para saber como abordariam a questão sobrenatural e o que ainda mais gostei na série é que a cada inicio de episódio tinha algum pressagio sobre o demônio e também poderiam ser interpretadas como pequenos spoilers ou simplesmente pistas sobre o final da série.


Com o desenvolvimento da série, o segundo episódio fica mais sombrio, com a introdução do que poderia vim a ser o prisioneiro bizarro do lugar, confesso que fiquei surpresa com a lenda macabra que é contada pelo filme, o que já se destaca bastante do que esperaria de uma série como essa. Ao decorrer da trama a tensão e o tom sombrio aumentam deixando a série mais angustiante e não dando tempo que pudéssemos respirar sem se assustar.


O tom sombrio é intensificado ao decorrer da série e pra mim o melhor episódio é o último, porque fiquei simplesmente vidrada em tudo o que estava acontecendo, em como o foco da câmera era posto para aumentar o nosso desespero e tensão, dava a sensação de que eu estava no próprio filme sentindo o mesmo que todos os personagens que estavam fugindo do demônio. Fiquei totalmente sem ar com determinada cena, tava gritando dentro de casa por causa da Nida, porque olha que cena digna de terror e suspense.



Quão não fiquei surpresa quando soube que tinha um dedinho do Jason Blum como produtor executivo da série, porque pra ter uma trama como essa e de equilibrar muito bem terror e suspense só podia ser algo vindo dele, ele produziu Corra, A Morte te dá Parabéns, Sobrenatural e muitos outros filmes sombrios e muito bons. Só de ter o nome dele já vale a pena pelo menos conferir o que andou produzindo para nós.


A série destaca-se das outras por retratar não só o sobrenatural como também falar sobre questões políticas e étnicas, a todo momento é posto o questionamento entre o dever e a razão, entre o que é certo e o que é dever. Nida constantemente será desafiada com questionamentos como esses e o final é simplesmente surpreendente e abrasador.
A Netflix mais uma vez trouxe para nós uma produção que prova que tamanho não termina qualidade, pois a minissérie é composta de apenas três episódios de 45 minutos que encerra muito bem a trama e deixa inúmeras reflexões políticas.


Deixo aqui a dica de uma série que é rápida, boa e surpreendente, ainda mais para aqueles que não conseguem ou não gostam de séries com muitos episódios e ainda longos.

Assista ao Trailer: 



                                                                                                          
      Por Thaís Marinho


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