Crítica | A morte do Superman



Um novo filme do Homem de Aço está para sair! E não, eu não estou falando da saga com Henry Cavill. A DC sempre brilha mais que nosso sol amarelo quando o assunto é longaanimado, e dessa vez, ela torna a levar o homem que já fez a terra girar ao contrário para o protagonismo, com o novo longa que carrega o nome da liga: Liga da Justiça: A Morte do Super-Homem. A liga precisa agora deter o vilão Apocalypse, enquanto o mesmo está destruindo toda Metrópoles, porem só um homem é capaz de deter essa ameaça
Essa não é a primeira vez que se é trabalhado o vilão Apocalypse, depois da sua aparição em 1992 na HQ A Morte do Super-Homem, ele esteve presente na série Smallville: As aventuras do Superboy, no longa do Zack Snyder: Batman vsSuperman: The Dawn of Justice e até num longa animado de nome Superman Doomsday lançado em 2007. 

princípio, tudo indicava que esse novo filme seria uma espécie de reboot da animação de 2007, porém com os novos 52; mas apesar das semelhanças, The Death of Superman (2018) é bem diferente de Superman Doomsday (2007), a começar pelo arco do filme, onde é trabalhado somente a HQ original de 1992 (A Morte do Super-Homem), e não A Morte do Super-Homem de 1992, e O Retorno do Super-Homem de 1993, onde ambas fazem parte da narrativa do filme de 2007. Esse ponto é maravilhoso pois, até agora, The Death ofSuperman (2018) é a melhor adaptação da HQ de 92 já feita. Apesar de não conter alguma das personagens originais da HQ, toda a adaptação feita para o longa é incrivelmente plausível, como a liga da justiça, onde originalmente era formada por Fogo, Gelo, Gladiador, BloodwyndGuy Gardner e Máxima, é substituída nesse longa pela Liga atual: Flash, Batman, Ajax, Cyborg, Gavião Negro, Lanterna Verde e Mulher Maravilha. Todos os acontecimentos são praticamente os mesmos dos quadrinhos, só as personagens são substituídas, como a Mulher Maravilha mantendo as mesmas ações imprudentes da Máxima e afins.

Todos os longas animados da DC nos enchem os olhos, eu sei; mas agora o filme está bem mais brutal e emocionante. Se você assistiu ao filme FlashpointParadox e se assustou com as ações de Thomas Wayne em um desenho animado, você vai cair para trás com o vilão Apocalypse, que realiza assassinatos a sangue frio, e toda violência é mostrada na tela a todo tempo, seja com figurantes ou contra nossos super-heróis. Acredito que a taxa de sangue seja reduzida antes dessa animação ir ao ar; e não é exagero, eu não consigo imaginar a Cartoon Network exibindo um filme desse por exemplo.

Em contraponto a essa violência toda, o longa tambémapresenta agora um arco romântico muito bem construído. O Romance entre Clark e Lois é um dos pontos fortes do filme, pois apesar de ser bonito visualmente, ele enriquece a trama e suaviza todo teor tenso das cenas que o acompanham. O filme é tão sucinto e ao mesmo tempo tão cheio de informação, como a apresentação do projeto Cadmus, todo um arco do Lex Lhutor, e até mesmo, acredite se quiser, quatro pós-créditos, que nos fazem muito acreditar numa possível continuação dessa história eletrizante.

A pouco a DC vem investindo em longas animados da Liga da Justiça, retratando grandes HQs de sucesso, e posso garantir que The Death of Supermasegue essa linha e faz jus, tanto aos grandes filmes da Liga, quanto a HQ em que ele se baseia – Eu acredito muito que esse vai ser um dos filmes mais elogiados pelos fãs do heroi.

The Death of Superman, mais novo longa animado da DC, já tem sua data de estréia no Brasil prevista para o dia 7 de Agosto; você pode conferir o trailer clicando no link abaixo:



Por Andrew Wiliam

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