Setembro chegou e com ele os lançamentos incríveis da editora Rocco, confira:
A menina da montanha é uma história em duas partes. Na primeira, Tara Westover conta a história de sua infância nas montanhas de Idaho, nos Estados Unidos. Sua família era mórmon, seus pais justificavam suas atitudes segundo a vontade de Deus e ela cresceu esperando o fim do mundo, longe da escola, vendo seu pai construir um abrigo subterrâneo, estocar conservas de pêssego e enterrar galões de gasolina, que deveriam garantir a sobrevivência depois do colapso final. Na segunda, Tara conquista algo que nunca achou possível: chegar à faculdade. Aos 17 anos, autodidata, ela começa a trilhar uma bem-sucedida trajetória acadêmica, que a levou ao doutorado e a cursar instituições de prestígio como Cambridge e Harvard. Duas partes que parecem, a princípio, absolutamente opostas, mas que constituem etapas de uma mesma história.
Pancadaria – Por dentro do épico conflito Marvel vs DC revela num texto fluido e delicioso como se iniciou essa rivalidade. O autor, Reed Tucker, jornalista americano especialista em entretenimento e cultura pop, ainda mostra como ambos os concorrentes se alimentam dela, inclusive estimulando a polarização de fãs, que brigam entre si – os marvetes e os dcnautas – para ver qual universo de heróis é o melhor: Super Homem ou Thor? Liga da Justiça ou Vingadores? Batman ou Capitão América?
Abordando 19 mitos, lendas e contos de fada, como a história do patinho feio e do Barba-Azul, Estés mostra como a natureza instintiva da mulher foi sendo domesticada ao longo dos tempos, num processo que punia todas aquelas que se rebelavam. Segundo a analista, a exemplo das florestas virgens e dos animais silvestres, os instintos foram devastados e os ciclos naturais femininos transformados à força em ritmos artificiais para agradar aos outros. Mas sua energia vital, segundo ela, pode ser restaurada por escavações "psíquico-arqueológicas" nas ruínas do mundo subterrâneo. Até o ponto em que, emergindo das grossas camadas de condicionamento cultural, apareça a corajosa loba que vive em cada mulher.
Pintor e escultor de renome, casado com uma mulher jovem, linda e rica, pai amoroso de duas meninas: a vida de Jim Francis, nome adotado pelo ex-presidiário Francis Begbie, mudou tanto que ele mesmo custa a se reconhecer. Afastado do álcool, das drogas e dos antigos amigos, Jim leva uma vida pacata na Califórnia, nos Estados Unidos, dando vazão à agressividade ao produzir esculturas retratando celebridades mutiladas. Sua loucura parecia sob controle até o dia em que dois homens ameaçam a família que ele construiu. É o primeiro passo para aflorar a violência reprimida.
Ao receber a notícia da morte do filho mais velho, de quem nunca foi próximo, Jim precisa voltar a Edimburgo para o enterro. Após descobrir que o rapaz foi assassinado, ele percebe que sua antiga comunidade espera uma atitude digna de Francis Begbie – vingança, da maneira mais sangrenta possível. Enquanto isso, nos Estados Unidos, Melanie, a mulher de Jim, lida com a possibilidade de o marido não ter contado toda a verdade sobre o destino dos homens que os ameaçaram. Assustada, ela tenta se convencer de que o ex-presidiário não botou tudo a perder.
Tal qual Lady Macbeth, personagem que a jovem interpretava na peça teatral da escola, Hattie era uma mulher determinada e capaz de manipular todos a sua volta. “A primeira e mais importante lição da arte de representar consiste em interpretar sua plateia. Saiba o que eles querem de você e dê-lhes exatamente isso.” O poder que ela conseguiu com essa técnica, no entanto, colocou sua própria vida em risco – e desfez o equilíbrio da comunidade em que morava.
Com uma narrativa envolvente e personagens complexos, Tudo que você quiser que eu seja leva o leitor pelos tortuosos caminhos da investigação policial. A narrativa não linear é apresentada a partir de três porta-vozes: a própria Hattie, o xerife Del e o professor de inglês Peter Lund, um dos suspeitos. À medida que o xerife investiga as pistas que surgem sobre o caso, as máscaras de Hattie são derrubadas uma a uma. O leitor descobre que a menina estava envolvida em um relacionamento secreto e que esconde muito mais segredos do que seus pais poderiam imaginar.
Enquanto sonha em como irá gastar tanto dinheiro, Luke começa a se sentir estranho, como se estivesse sendo observado ou seguido. A explicação para essa sensação não demora muito. Ele logo descobre que uma legião de oito espíritos também faz parte da herança do pai. Luke nunca acreditou que o pai realmente pudesse ver ou lidar com fantasmas, como costumava afirmar no programa sobre paranormalidade que apresentava na TV. Nas poucas vezes em que por acaso se deparou com a performance do pai, trocou de canal bem rápido.
Agora não apenas acredita que isso era possível, como está tendo que aprender rapidamente a lidar com a insatisfação dos espíritos que herdou. Precisa ser rápido, pois faltam apenas 13 dias para o Dia das Bruxas, data em que os fantasmas ganham força e poder para não só tentar se libertar de seu senhor como para matá-lo. Pelo menos Luke não está sozinho. Sem precisar pedir, a esquisitona da escola, oferece ajuda. Elza Moss é clarividente e decide ajudar Luke a evitar uma tragédia no Dia das Bruxas.
Apesar de Ivy estar certa de que é a imagem de uma filha perfeita, as confusões em que se mete provam o contrário. A pedra mágica e amaldiçoada do Diamante Relógio que carrega em um colar rouba almas e oferece visões do passado, do presente do futuro. Ivy parece ser a única imune ao poder do Diamante e, por causa disso, agora vem sendo perseguida pela Srta. Always, que acredita que Ivy é a Dual, salvadora que acabaria por curar a peste que mata o povo de Prospa, misterioso mundo para onde vão as almas roubadas pelo Diamante.
Além de ter que proteger o Diamante Relógio da malvada srta. Always, que parece estar sempre à espreita, dessa vez, uma linda herdeira chamada Estelle Dumbleby quer que Ivy descubra a verdade por trás da morte de seu irmão. Para completar, Ivy faz uma nova amiga, a bibliotecária Miss Carnage, que assumiu o posto depois que o sr. Abercrombie desapareceu em algum lugar entre Mitos Gregos e Literatura Francesa.
Antonio Carlos Secchin estreia na literatura para crianças com um poema cheio de significados. Em O galo gago, o autor apresenta uma visão curiosa sobre o fluxo do tempo e como é essencial que depois do dia venha a noite e, seguida a ela, venha novamente o dia. Se não fosse mais assim? Se Sol e Lua não percebessem a hora de chegar e a hora de ir? E, o mais importante, se apenas o galo fosse responsável por avisar Sol e Lua e não pudesse cumprir sua tarefa direito?
Em um compasso bem ritmado, Secchin conta a história de um galo que não consegue cantar e, por isso, bagunça a vida do Dia, da Noite e dos outros animais. Mas, em vez de ser rechaçado pelos outros bichos, o galo recebe ajuda de seus amigos. Todos estão empenhados em fazer o Dia e a Noite acontecerem para que a vida possa seguir normalmente.
Há múltiplas possibilidades de leitura em O galo gago, a começar pelas rimas, por si só um convite à diversão dos leitores. Com humor, Secchin propõe uma solução para o problema do galo a partir da empatia e do senso de comunidade. “E pra que assustar o galo?/ Vamos chamá-lo mais tarde./ Quem sabe com nosso aplauso/ ele vira um cantor de verdade”, diz o bicho da goiaba.
A Menina da Montanha
Tara Westover tinha 17 anos quando pisou pela primeira vez numa escola. Criada nas montanhas de Idaho, nos Estados Unidos, ela cresceu preparada para enfrentar o fim do mundo. Sua casa era praticamente um abrigo antiaéreo com estoque de comida. Tara também nunca foi a um médico. A família vivia totalmente isolada da sociedade, sem ninguém para oferecer uma educação formal, ou para proteger a jovem dos ataques violentos de um irmão mais velho. Quando um dos irmãos da jovem conseguiu chegar à universidade e trouxe notícias da vida além das montanhas, Tara decidiu tentar um novo estilo de vida. Ela aprendeu, de forma autodidata, matemática, gramática e ciência, e conseguiu chegar à universidade, onde estudou psicologia, política, filosofia e história. Sua busca por conhecimento a transformou e a levou para Harvard e Cambridge. A trajetória de superação de Tara é contada em A menina da montanha, um dos mais aclamados lançamentos do ano. Narrado com ritmo e fôlego de romance, o relato autobiográfico ocupa os primeiros lugares da concorrida lista dos mais vendidos do The New York Times desde o lançamento, acaba de ser eleito o livro do ano de 2018 pela Amazon e já figura entre as principais listas dos mais vendidos do Reino Unido, Canadá, Itália e Irlanda, países onde foi lançado. A menina da montanha é uma história em duas partes. Na primeira, Tara Westover conta a história de sua infância nas montanhas de Idaho, nos Estados Unidos. Sua família era mórmon, seus pais justificavam suas atitudes segundo a vontade de Deus e ela cresceu esperando o fim do mundo, longe da escola, vendo seu pai construir um abrigo subterrâneo, estocar conservas de pêssego e enterrar galões de gasolina, que deveriam garantir a sobrevivência depois do colapso final. Na segunda, Tara conquista algo que nunca achou possível: chegar à faculdade. Aos 17 anos, autodidata, ela começa a trilhar uma bem-sucedida trajetória acadêmica, que a levou ao doutorado e a cursar instituições de prestígio como Cambridge e Harvard. Duas partes que parecem, a princípio, absolutamente opostas, mas que constituem etapas de uma mesma história.
PANCADARIA
Por dentro do épico conflito Marvel vs DC
Antes mesmo de os super-heróis se digladiarem nas páginas das histórias em quadrinhos, as duas maiores editoras que as publicam – as americanas Marvel e DC - estão há décadas trocando socos para decidir quem é a melhor. Elas são detentoras das propriedades dos personagens mais icônicos da cultura pop. A DC Comics tem em suas mãos o Super-Homem, Batman e Mulher Maravilha, só para citar três dos mais conhecidos personagens em todo o mundo. A Marvel não fica atrás e publica as aventuras do Capitão América, Homem-Aranha, Vingadores e X-Men, entre outros de um rico universo de mitos pop. Ao longo das décadas, Marvel e DC lutam para decidir quem aumenta mais sua base de fãs e admiradores e, claro, quem vende mais e domina essa indústria. Essa batalha, alternada entre altos e baixos – e algumas baixas - de ambos os lados, tem os melhores episódios das clássicas pancadarias que todo leitor de história em quadrinhos sonha ler, mas cujos bastidores desconhecia. Até agora.Pancadaria – Por dentro do épico conflito Marvel vs DC revela num texto fluido e delicioso como se iniciou essa rivalidade. O autor, Reed Tucker, jornalista americano especialista em entretenimento e cultura pop, ainda mostra como ambos os concorrentes se alimentam dela, inclusive estimulando a polarização de fãs, que brigam entre si – os marvetes e os dcnautas – para ver qual universo de heróis é o melhor: Super Homem ou Thor? Liga da Justiça ou Vingadores? Batman ou Capitão América?
Mulheres Que Correm Com os Lobos
Os lobos foram pintados com um pincel negro nos contos de fada e até hoje assustam meninas indefesas. Mas nem sempre eles foram vistos como criaturas terríveis e violentas. Na Grécia antiga e em Roma, o animal era o consorte de Artemis, a caçadora, e carinhosamente amamentava os heróis. A analista junguiana Clarissa Pinkola Estés acredita que na nossa sociedade as mulheres vêm sendo tratadas de uma forma semelhante. Ao investigar o esmagamento da natureza instintiva feminina, Clarissa descobriu a chave da sensação de impotência da mulher moderna. Seu livro, Mulheres que correm com os lobos, ficou durante um ano na lista de mais vendidos nos Estados Unidos.Abordando 19 mitos, lendas e contos de fada, como a história do patinho feio e do Barba-Azul, Estés mostra como a natureza instintiva da mulher foi sendo domesticada ao longo dos tempos, num processo que punia todas aquelas que se rebelavam. Segundo a analista, a exemplo das florestas virgens e dos animais silvestres, os instintos foram devastados e os ciclos naturais femininos transformados à força em ritmos artificiais para agradar aos outros. Mas sua energia vital, segundo ela, pode ser restaurada por escavações "psíquico-arqueológicas" nas ruínas do mundo subterrâneo. Até o ponto em que, emergindo das grossas camadas de condicionamento cultural, apareça a corajosa loba que vive em cada mulher.
O Artista da Faca
O violento Francis Begbie, de Trainspotting, está de volta. Em O artista da faca, Irvine Welsh mostra o que aconteceu ao psicopata escocês, aparentemente recuperado depois de sair da cadeia. Morando na ensolarada Califórnia e levando uma vida feliz ao lado da mulher, sua terapeuta da época da prisão, ele cuida das duas filhas pequenas e faz sucesso como artista plástico, assinando suas obras como Jim Francis. A morte do filho mais velho, entretanto, fará com que ele volte a Edimburgo e se depare com fantasmas de um passado que prefere esquecer.Pintor e escultor de renome, casado com uma mulher jovem, linda e rica, pai amoroso de duas meninas: a vida de Jim Francis, nome adotado pelo ex-presidiário Francis Begbie, mudou tanto que ele mesmo custa a se reconhecer. Afastado do álcool, das drogas e dos antigos amigos, Jim leva uma vida pacata na Califórnia, nos Estados Unidos, dando vazão à agressividade ao produzir esculturas retratando celebridades mutiladas. Sua loucura parecia sob controle até o dia em que dois homens ameaçam a família que ele construiu. É o primeiro passo para aflorar a violência reprimida.
Ao receber a notícia da morte do filho mais velho, de quem nunca foi próximo, Jim precisa voltar a Edimburgo para o enterro. Após descobrir que o rapaz foi assassinado, ele percebe que sua antiga comunidade espera uma atitude digna de Francis Begbie – vingança, da maneira mais sangrenta possível. Enquanto isso, nos Estados Unidos, Melanie, a mulher de Jim, lida com a possibilidade de o marido não ter contado toda a verdade sobre o destino dos homens que os ameaçaram. Assustada, ela tenta se convencer de que o ex-presidiário não botou tudo a perder.
Três Amigas, No Ritmo do Blues
Depois de conduzir o leitor a uma pequena cidade do interior dos Estados Unidos e acompanhar de perto a rotina e as agruras das inseparáveis Odette, Clarice e Barbara Jean em Três amigas, todos os domingos o músico de formação e escritor Edward Kelsey Morre está de volta com mais uma história de amor, família e perdão, no lançamento Três amigas, no ritmo do blues. As três velhas amigas Odette, Clarice e Barbara Jean, que atravessaram tantos bons e maus momentos juntas, se esforçam para superar o passado e viver o presente de forma plena, aprendendo a transformar dor em amor.
Odette e Barbara Jean são as melhores amigas de Clarice desde a infância. Por isso, durante o inusitado casamento da mãe de Clarice, as duas não medem esforços para manter alto o ânimo da amiga. Beatrice, talvez a religiosa mais devota da cidade, surpreendeu a todos ao aceitar se casar com Forrest Payne, dono do clube noturno com a pior reputação desde sempre. Durante a cerimônia, os convidados são surpreendidos por um dos blues mais tristes já ouvido, e não acreditam que o trôpego bluesman, que quase não conseguiu chegar ao altar da igreja, tenha sido capaz de uma interpretação tão impactante.
Odette e Barbara Jean são as melhores amigas de Clarice desde a infância. Por isso, durante o inusitado casamento da mãe de Clarice, as duas não medem esforços para manter alto o ânimo da amiga. Beatrice, talvez a religiosa mais devota da cidade, surpreendeu a todos ao aceitar se casar com Forrest Payne, dono do clube noturno com a pior reputação desde sempre. Durante a cerimônia, os convidados são surpreendidos por um dos blues mais tristes já ouvido, e não acreditam que o trôpego bluesman, que quase não conseguiu chegar ao altar da igreja, tenha sido capaz de uma interpretação tão impactante.
Tudo o Que Você Quiser Que Eu Seja
Quantos papéis uma adolescente pode interpretar? Hattie Hoffman especializou-se em ser o que quer que os outros quisessem que ela fosse: boa filha, aluna aplicada, namorada fiel. Mas seu assassinato expôs uma faceta que ela não deixava transparecer para ninguém na pequena Pine Valley, típica cidade interiorana do meio-oeste norte-americano.Tal qual Lady Macbeth, personagem que a jovem interpretava na peça teatral da escola, Hattie era uma mulher determinada e capaz de manipular todos a sua volta. “A primeira e mais importante lição da arte de representar consiste em interpretar sua plateia. Saiba o que eles querem de você e dê-lhes exatamente isso.” O poder que ela conseguiu com essa técnica, no entanto, colocou sua própria vida em risco – e desfez o equilíbrio da comunidade em que morava.
Com uma narrativa envolvente e personagens complexos, Tudo que você quiser que eu seja leva o leitor pelos tortuosos caminhos da investigação policial. A narrativa não linear é apresentada a partir de três porta-vozes: a própria Hattie, o xerife Del e o professor de inglês Peter Lund, um dos suspeitos. À medida que o xerife investiga as pistas que surgem sobre o caso, as máscaras de Hattie são derrubadas uma a uma. O leitor descobre que a menina estava envolvida em um relacionamento secreto e que esconde muito mais segredos do que seus pais poderiam imaginar.
Por Uma Educação Crítica e Participativa
Um estudo de 2017 da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico coloca o Brasil em penúltimo lugar no ranking de educação, numa lista de 36 países, à frente apenas do México. Um dos maiores e mais graves problemas estruturais do país, a Educação é passada em revista pelo doutor em Filosofia, monge dominicano e escritor respeitado, Frei Betto, neste lançamento do selo de Ideias e debates da Rocco, Anfiteatro. No livro, ele aborda temas como família e educação; mídia e cidadania; o papel da universidade e a educação das classes populares, fazendo sugestões viáveis para iniciar uma mudança imediata de paradigma, sem necessidade de criação de novos órgãos ou programas governamentais.
13 Dias de Meia-Noite
Luke Manchett está encrencado e o pior é que ainda nem sabe o quanto. O garoto de 16 anos não tinha contato com o pai há pelo menos 10. Então a notícia da morte não o afeta de maneira especial, pelo menos no começo. O comunicado chega pelo correio. Na carta do advogado, um dia e horário para tratar sobre os detalhes da herança. Ao receber a informação sobre a fortuna que irá herdar, Luke nem pensa muito nos documentos que está assinando sem ler. Talvez nem se quisesse teria conseguido ler, especialmente aquele termo escrito em latim sobre pele de cabra.Enquanto sonha em como irá gastar tanto dinheiro, Luke começa a se sentir estranho, como se estivesse sendo observado ou seguido. A explicação para essa sensação não demora muito. Ele logo descobre que uma legião de oito espíritos também faz parte da herança do pai. Luke nunca acreditou que o pai realmente pudesse ver ou lidar com fantasmas, como costumava afirmar no programa sobre paranormalidade que apresentava na TV. Nas poucas vezes em que por acaso se deparou com a performance do pai, trocou de canal bem rápido.
Agora não apenas acredita que isso era possível, como está tendo que aprender rapidamente a lidar com a insatisfação dos espíritos que herdou. Precisa ser rápido, pois faltam apenas 13 dias para o Dia das Bruxas, data em que os fantasmas ganham força e poder para não só tentar se libertar de seu senhor como para matá-lo. Pelo menos Luke não está sozinho. Sem precisar pedir, a esquisitona da escola, oferece ajuda. Elza Moss é clarividente e decide ajudar Luke a evitar uma tragédia no Dia das Bruxas.
Parem a Ivy Pocket
A esperta e irremediavelmente atrapalhada Ivy Pocket está de volta em aventuras ainda mais inacreditáveis. Agora que está de posse do colar com o Diamante Relógio, a menina terá que enfrentar novos desafios. Tudo isso, enquanto lê poesias para pessoas em seus leitos de morte e mantém bem limpa a sala de velórios dos Snagsby. Sala de velórios!? Sim, você leu certo. Ivy Pocket foi adotada por um casal muito simplório, “tão sofisticado como um ovo mexido”, e eles são donos da empresa Snagsby Funerais Econômicos.Apesar de Ivy estar certa de que é a imagem de uma filha perfeita, as confusões em que se mete provam o contrário. A pedra mágica e amaldiçoada do Diamante Relógio que carrega em um colar rouba almas e oferece visões do passado, do presente do futuro. Ivy parece ser a única imune ao poder do Diamante e, por causa disso, agora vem sendo perseguida pela Srta. Always, que acredita que Ivy é a Dual, salvadora que acabaria por curar a peste que mata o povo de Prospa, misterioso mundo para onde vão as almas roubadas pelo Diamante.
Além de ter que proteger o Diamante Relógio da malvada srta. Always, que parece estar sempre à espreita, dessa vez, uma linda herdeira chamada Estelle Dumbleby quer que Ivy descubra a verdade por trás da morte de seu irmão. Para completar, Ivy faz uma nova amiga, a bibliotecária Miss Carnage, que assumiu o posto depois que o sr. Abercrombie desapareceu em algum lugar entre Mitos Gregos e Literatura Francesa.
O Galo Gago
Antonio Carlos Secchin estreia na literatura para crianças com um poema cheio de significados. Em O galo gago, o autor apresenta uma visão curiosa sobre o fluxo do tempo e como é essencial que depois do dia venha a noite e, seguida a ela, venha novamente o dia. Se não fosse mais assim? Se Sol e Lua não percebessem a hora de chegar e a hora de ir? E, o mais importante, se apenas o galo fosse responsável por avisar Sol e Lua e não pudesse cumprir sua tarefa direito?
Em um compasso bem ritmado, Secchin conta a história de um galo que não consegue cantar e, por isso, bagunça a vida do Dia, da Noite e dos outros animais. Mas, em vez de ser rechaçado pelos outros bichos, o galo recebe ajuda de seus amigos. Todos estão empenhados em fazer o Dia e a Noite acontecerem para que a vida possa seguir normalmente.
Há múltiplas possibilidades de leitura em O galo gago, a começar pelas rimas, por si só um convite à diversão dos leitores. Com humor, Secchin propõe uma solução para o problema do galo a partir da empatia e do senso de comunidade. “E pra que assustar o galo?/ Vamos chamá-lo mais tarde./ Quem sabe com nosso aplauso/ ele vira um cantor de verdade”, diz o bicho da goiaba.
Por Leonardo Alves











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