Crítica | A Freira




O filme A Freira é um dos filmes mais aguardados do ano para o público amante do terror e fãs da franquia Invocação do Mal, devido ao final do segundo filme ficaram no ar algumas perguntas sobre a origem da entidade Valak que assombra Lorraine, tais perguntas são: O por que da entidade assombrá-la? Qual seu passado? E por que escolheu o corpo de uma freira?

São essas e outras perguntas que o spin-off responderá durante seu enredo, já que o filme conta a história do padre Burke, Demián Bichir, e a noviça Irene, Taissa Farmiga, que está prestes a tornar-se freira, que são enviados a mando do Vaticano para investigar o caso de uma freira que suicidou-se em um convento na Romênia. Os dois descobrirão não só o que causou a morte da freira, como também irão confrontar-se com uma força maligna que assola o convento.




O primeiro ato do filme já é cheio de mistérios e suspense quanto a contar do momento do suicídio até a convocação do padre no Vaticano, ainda é inesperado o humor que o filme provoca desde o início, aliás o que destaca-se no filme é a alta dose de tensão e humor, essa combinação entre esses dois elementos deixaram o longa equilibrado e atrativo.


A história da origem da Freira é clichê, não há muitas surpresas e os personagens são bastantes comerciais, no entanto essa receita não deixou o filme ruim, os produtores souberam aproveitar bem essa receita sem muitos excessos. Por falar em comercial, os personagens são bastante cativantes, mas para mim que destacou-se mais na história foi o personagem Frenchie que ficou encarregado de ajudar e guiar o padre e a noviça ao convento, o personagem é quem desencadeia a maioria dos momentos divertidos e que solta algumas fala engraçadas.




As lacunas deixadas em Invocação do Mal são respondidas nesse spin-off e ainda responde outras perguntas que provavelmente não foram feitas pelas pessoas, porque conta a história do demônio Valak e do passado de Lorraine, entretanto para uma pessoa que não tenha assistido o filme que deu origem A Freira, pode ficar mais surpreso com alguns fatos e momentos da história.


As atuações dos três personagens estavam incríveis, mas tenho que destacar a atuação da Taissa Farmiga que estava espetacular, era bastante perceptível a tensão e todas as emoções sentidas pela personagem, por isso em vários momentos tomei sustos e fiquei vidrada com algumas cenas de puro terror.




O que mais me deixa surpresa é que apesar da história ser clichê ainda assim é muito boa, gostei bastante da história, principalmente por equilibrarem bem o terror com humor, em vista disso acredito que o spin-off cumpriu o que prometeu, pode não ter ido além, mas também não deixou faltar nada, então vai suprir as expectativas das pessoas que estão bastante ansiosas pelo filme.


A história é tão bem construída que nem percebi o tempo passar enquanto assistia ao filme, parecia que ele tinha durado bem menos do que durou, o que é um ponto positivo, já que não é uma história sem ações ou massante, com personagens fazendo coisas estúpidas ou com cenas imprevisíveis demais como estamos cansados de assistir com alguns filmes do gênero que tem sido lançado.


Os fãs da franquia Invocação do Mal vão adorar o filme, se sentirão respeitados e ficarão satisfeitos com o spin-off.

Confira o trailer:



Por Thaís Marinho

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