Resenha | Tempestade de Guerra

Sinopse:
Mare Barrow aprendeu rápido que, para vencer, é preciso pagar um preço muito alto. Depois da traição de Cal, ela se esforça para proteger seu coração e continuar a lutar junto aos rebeldes pela liberdade de todos os vermelhos e sanguenovos de Norta. A jovem fará de tudo para derrubar o governo de uma vez por todas — começando pela coroa de Maven.
Mas nenhuma guerra pode ser vencida sem ajuda, e logo Mare se vê obrigada a se unir ao garoto que partiu seu coração para derrotar aquele que quase a destruiu. Cal tem aliados prateados poderosos que, somados à Guarda Escarlate, se tornam uma força imbatível. Por outro lado, Maven é guiado por uma obsessão profunda e fará qualquer coisa para ter Mare de volta, nem que tenha que passar por cima de tudo — e todos — no caminho.


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Tempestade de Guerra é o tão aguardado desfecho da série A Rainha Vermelha, e eu como grande fã, estava mais do que ansioso para saber o que Victoria Aveyard tinha planejado como final para to da a trama que estava ao pé de uma guerra e o que aconteceria com os personagens em seguida.

O livro começa num ritmo bem vagaroso como Aveyard sempre coloca como introdução. Como um um novo ambiente ela nos leva para novos cenários apresentando novos personagens e de maneiras muito inusitadas. Nesta fase da história veremos muito o lado político sendo tratado, assim como toda guerra tudo começa por um conflito de interesses até que alguém mais forte prevaleça. A Guarda Escarlate unida com os prateados que defendem o rei legítimo, vulgo Cal, de um lado. Contra Maven que possui a coroa e alguns aliados, e chegamos em momentos decisivos que tudo o que foi traçado na teoria terá de ser colocado em prática.

Além da clássica narração de Mare, contamos também com a narração de Evangeline, que agora possui o papel de noiva de Cal e conta de seu ponto de vista o lado ainda mais severo desta política que é administrado por seu pai. Com sua narração também conhecemos mais lados da Evangeline que pouco foram mostrados. Mesmo com sua rivalidade natural, ela e Mare desenvolvem um pequeno afeto recíproco  e nos da indícios que ambas podem ser aliadas muito fortes juntas. Outra personalidade que assume seu papel na narração é Iris, esposa de Maven. A jovem é uma ninfoide que manobra as águas, e veremos que ela e sua família querem muito mais do que usufruir do reinado ameaçado de Maven.

Seguimos então para uma mistura de cenas de ação e todo um planejamento que são muito bem colocadas e não torna o livro muito arrastado como aconteceu em Prisão do Rei. Neste livro embora tendo um impulso a partir da página 100, você pega o ritmo e a escrita de Aveyard nos evolve de forma que você só consegue pensar no que pode estar por vir e vivenciar momentos de pura tensão. 

Um ponto muito positivo do livro é toda a evolução dos personagens. Se você parar para lembrar dos acontecimentos dos primeiros livros e os personagens de agora percebe o quão difere as pessoas se tornam. A própria Evangeline que era uma pessoa que particularmente eu não suportava, agora eu torcia para um final digno para ela e Elane. Mare neste livro em particular vai sofrer diversos conflitos internos em relação a Cal, após ele ter deixado claro que escolheu sua vida prometida ao trono do que prometida a garota que o ama e ele também a ama, mas ela vai criar diversos obstáculos para provar para si mesmo que esse amor não era tão forte assim.

Algo que me decepcionou no livro foi que por mais que seja vendido com o último livro da série, a história não foi concluída. Aveyard deixa a história aberta e toda a expectativa de sofrer com um final é frustrada. Mas, o bom é que teremos um final para cada personagem pois a sutora terminará a história em contos sendo publicados um por mês a partir de julho. Coisa que achei bem desnecessário e uma atitude muito comercial, pois Tempestade de Guerra já contendo 700 páginas não iria pesar mais acrescentando mais algumas para um final digno para a história. Além deste ponto, outro que me desapontou bastante foi uma das cenas mais esperadas de toda a história ter sido mal escrita. Da para se imaginar o quão complexo é criar uma cena de batalha onde você tem que dar voz para todos os personagens e construir cenas muito bem detalhadas e que funcionem sendo unidas em uma linha de narração, mas em um momento específico a narração peca. Nada que faça desandar a história, mas algo que de fato merecia mais atenção.

Mesmo com esses pontos, Tempestade de Guerra é um dos meus livros favoritos da série. Intenso, chocante e emocionante a cada página. Victoria Aveyard reserva um plot twist em diversos momentos e a cada um deles é mais chocante que o outro. 

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