Crítica | The Purge



Uma Noite de Crime é uma das minhas franquias favoritas, então quando soube do lançamento da série eu fiquei hiper, mega ansiosa para saber como seria a série e posso afirmar que posso continuar gritando para todos os quatros ventos que essa franquia foi a melhor coisa criada de todos os tempos!!!

A história segue a mesma linha dos filmes, a série se desenrola ao longo dos dez episódios sobre a noite do Expurgo com foco em seis personagens que são os que têm mais destaque na série.

A série não continua história de personagens dos filmes, são novos personagens e novas histórias, durante toda a primeira temporada acompanhamos a fuga/sobrevivência desses personagens, ao mesmo tempo que conhecemos suas histórias, de onde vieram, o que fizeram ou o que motivou determinadas atitudes.



Dentre os personagens a trama que mais chamou a atenção foi a busca do soldado Miguel Guerrero pela sua irmã Penélope, o latino perdeu os pais por um plano sujo da NFPA, depois de ter servido ao exército o soldado está a procura da irmã e o que irá descobrir sobre o paradeiro da irmã é bem pior do que ele poderia imaginar.

Em outro lugar da cidade, está Jane Barbour, uma mulher responsável pelas finanças de uma das maiores empresas da cidade, no dia do Expurgo teria que trabalhar na empresa para tentar fechar um grande negócio, mas Jane está cansada e no limite com os problemas que desenvolveu devido sua relação sufocante com seu chefe e decide fazer algo que poderá mudar sua vida para sempre.



As outras duas histórias são do casal Betancourt, Rick e Jenna, que estão prestes a fechar um contrato que renderá bons frutos para a empresa, no entanto o casal não poderia imaginar que haveria uma sucessão de acontecimentos que fariam com que pensassem melhor com que negociar. Paralelamente, acompanhamos os passos de um homem mascarado que aparentemente está salvando pessoas nas ruas, mas ao longo dos episódios os passos desse homem ficam cada vez mais sombrio.

São essas as principais histórias que de alguma forma vai criar um elo em que determinado momento os personagens vão se encontrar de uma forma intrigante e aterradora. Fiquei bastante impressionada em como cada peça foi se encaixando sem deixar nenhuma brecha para furos no roteiro, mas nada supera o como essas personagens vão se encontrar e o mais bizarro vai ser o porquê.

A série ainda traz visões diferentes sobre o massacre, de quem está nas ruas lutando/sobrevivendo no banho de sangue, de quem está em casa protegido e de quem está nas ruas tentando proteger os outros, a trama ainda traz novas informações quanto a essa noite tão importante para os americanos, mostrando em como essa história pode ser explorada de diversas formas, isso me deixa  cada vez mais apaixonada por essa história.



Os protagonistas não são carismáticos, não teve um personagem que me fizesse torcer por ele desde início, apenas no finzinho que surgiu uma empatia pelo Miguel, mas isso é compreensível, já que a série se passa em torno de 12 horas, apesar de ter flashbacks, ainda é pouco para que possamos ter carisma por eles, já que o principal elemento da série é o tensão e terror que ela desperta em nós.

Falando em tensão e terror, a série está de parabéns por conseguir fazer com que eu ficasse passando mal em vários momentos e várias vezes  seguidas em um  curto período de espaço de tempo, porque teve episódios que eram de tirar o fôlego de qualquer um do início até o final do episódio, essa maestria acontecia principalmente com os primeiros episódios.

A receita que faz a série ser tão espetacular e interessante é a mesma dos filmes: mostrar o pior do ser humano, e na série segue a mesma linha, os vários assassinatos não se comparam com a capacidade que os humanos têm de criar qualquer artifício para conseguir lucrar durante A Grande Noite. Fiquei bastante chocada com alguns esquemas feitos pelos personagens e principalmente chocada com a criatividade do ser humano, fiquei pensando em como os criadores não eram loucos o suficiente para imaginar algo tão cruel e repugnante.



O grande diferencial da série com o filme, foi o motivo de alguns personagens estarem juntos, o grande foco era o Expurgo, mas o porquê dele é o mais essencial e o mais surpreendente de todos para deixar a série tão excepcional quanto ela já é por si só.

O final fecha com nenhuma ponta solta, fiquei bastante impressionada em como não deixaram o nível da série cair, porque manter um bom enredo tendo como história um espaço de tempo de 12 horas não é uma tarefa fácil. 

A segunda temporada já foi confirmada, sem previsão de estreia,  o que nos leva a crer que será com novos personagens e sem continuação alguma de algo da primeira temporada, o que pode acontecer é ter aparecimento dos personagens ou episódios que aconteceram da temporada anterior. 

Bendito sejam os nossos novos fundadores e a América, uma nação renascida. Que Deus esteja com todos vocês.

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