Super Drags | Primeiras impressões



A nova animação da Netflix, Super Drags, primeira série animada brasileira, tem causado polêmica desde  seu anuncio, com várias confusões o maravilhoso marketing da Netflix sempre explicando através de tweets, vídeos etc, sobre a classificação indicativa da série e hoje é sua grande estreia no serviço streaming, então prepare sua peruca e vem saber o que achei.

A história  é sobre três amigos que trabalham duro numa loja com um chefe ridículo e homofóbico, mas a noite eles se transformam e levam uma vida secreta como as Super Drags, montadas e preparadas para combater o crime e salvar suas manas.

Assim é a história que compõe os cinco episódios da primeira temporada, com traços de as Meninas Super Poderosas e As Três Espiãs, assisti o primeiro episódio e posso afirmar que estou simplesmente encantada e apaixonada pelo desenho, porque eu amo a cultura drag e fiquei hiper feliz com todas as referências e representatividades que são colocadas na série.


As personagens principais são tão carismáticas e super divertidas, como já esperado dessas pessoas cheias de highlights. Lemon, Safira, Scarlet e Vedete representam a comunidade LGBT+ com várias referências desse universo, com músicas que são verdadeiros hinos como Holding out for a Hero da Bonnie Tyler, e muitos outros elementos que caracterizam a comunidade.

Como foi dito a animação é para maiores de dezesseis anos, e com bons motivos, a série tem palavrões, contém piadas de duplo sentido, algumas delas explícitas, bordões e gírias gays, como a que gerou polêmica no Enem, e muito conteúdo  de conotação sexual.

De todas as personagens por enquanto a minha  favorita é a Scarlet, porque ela é divertida, direta e mal humorada, em contraste da Safira que é uma sonhadora, coração mole e ingênua, e Lemon que é inteligente, sensata e linda. As três é uma combinação perfeita de heroínas prontas para lacrar e salvar suas manas dos preconceituosos e principalmente da vilã Lady Elza e o profeta Sandoval Pedroso.


Como toda série de Super Heróis, temos um super vilão, e aqui não é diferente, a vilã  Elza nesse primeiro episódio tenta chupar a  highlight dos homossexuais no show da maior Drag Queen, diva do momento: Goldiva, dublada pela Pabllo Vittar.

Falando em dublagem, como não elogiar nossos dubladores brasileiros? Amei demais às vozes que incorporaram nas personagens, ficou simplesmente impecável e de uma forma genial, cada personagem já mostra uma característica marcante e com essa dublagem só melhora a qualidade. Sem contar que agora ninguém pode reclamar de dublagem, porque a série é original brasileira, mas também ganhou dublagem na versão americana com as Rugirls: Shangela, Ginger Minj, Trixie Mattel e Willam. 


A série não apenas traz informações da cultura drag e da comunidade LGBT+, como também mostra o que essas pessoas passam e enfrentam no dia a dia, como sofrem preconceito de diversos tipos, como de pessoas héteros normativas ou religiosos, mas isso não quer dizer que são todos, a série não generaliza, no entanto mostra uma realidade que infelizmente é comum e condizente.

Estou ansiosa para saber os próximos capítulos da primeira temporada, e já estou ansiosa pelas próximas, pois a Netflix já confirmou mais duas temporadas.

Se você gosta de diversão e lacração vai adorar conhecer as mais novas heroínas da Netflix.



Comentários