Sinopse: Em Celular, King leva o medo da tecnologia e do terrorismo digital às últimas consequências. De uma hora para outra, telefones celulares se tornam os responsáveis pelo apocalipse, ao apagar do cérebro de milhões de pessoas qualquer traço de humanidade, deixando no lugar apenas violência e impulsos destrutivos.Aqueles que não possuem um celular, como o artista gráfico Clayton Riddell e seu pequeno grupo de normies — pessoas que não sofreram o ataque —, agora lutam por sobrevivência. Enquanto batalha para chegar a um lugar seguro e reencontrar sua família, Riddell se vê cada vez mais rodeado por caos, carnificina e uma horda terrível de humanos que foram reduzidos aos instintos mais básicos... mas que parecem estar começando a evoluir.
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Celular é um dos sucessos de Stephen King, outrora adaptado para os cinemas, e agora relançado em 2018. Quando eu encontrei esse livro foi desejo a primeira vista! Uma história sobre zumbis e de uma forma muito Black Mirror e no estilo Kiong de ser, então já esperava uma senhora história. Mas nem só de uma bela capa e sinopse é feito o livro não é mesmo?
Neste livro vamos conhecer Clay, um artista gráfico que está em Boston feliz da vida, pois acaba de sair de uma reunião onde fechou um contrato de venda de sua graphic novel. Tudo estava indo bem quando der repente as pessoas começam a surtar na sua frente na rua, a primeira pessoa que ele avista era uma mulher que estava falando ao celular quando subitamente começa a atacar as outras pessoas e em pouco tempo a cidade é tomada pelo caos.
Clay era uma das poucas pessoas que não se habituava muito bem a celulares, levando em consideração que o livro foi escrito por volta de 2005, não era a parte da nossa vida que o aparelho se tornou hoje. Com isso, ele se une a poucas pessoas que ainda possuem consciência e partem numa jornada pela sobrevivência. O Pulso (nome dado ao dia que os celulares afetaram as pessoas) desde seu início e ao decorrer de cada página nos mostra o estrago causado, e mesmo com pouco tempo desde que foi escrito, o livro mostra muitos traços dos nossos dias atuais.
A história tinha tudo para ser um acerto em cheio, mas King desliza de um jeito que é surreal. O livro começa muito bem, muita ação, um banho de sangue e numa descrição que é impossível você não idealizar cada detalhe da cena e foi uma leitura muito eletrizante até um pouco mais da página 100, daí em diante chega a uma monotonia que é muito frustrante. Como a maioria das histórias com um apocalipse, os sobreviventes de fato estão só lutando para sobreviver mais um pouco, e neste livro eles vagam de um lado para outro de uma forma tão cansativa. Vez ou outra o autor coloca uma ação para acordar o leitor, mas no geral foi muita enrolação até que eles chegam a uma descoberta, que as pessoas de fato não são zumbis, só que a sua consciência foi apagada como um computador com um vírus e eles possuem agora o dom da telepatia.
Stephen King é conhecido por suas bizarrices, mas neste livro ele cria uma pior que a outra e fica difícil ornar uma sucessão de descobertas que só colaboram negativamente para a história, com a narrativa mais cansativa ainda. Com isso chegamos ao desfecho da história, e foi o maior balde de água fria das leituras de 2018. Não pelo fato do livro ter seu final em aberto, mas todas as descobertas que eram pontas soltas foram completamente descartadas e o final fraco e inconclusivo é uma grande frustração. Mesmo com um pequeno número de páginas, a história consegue ser bem trabalhada em alguns pontos e em alguns outros peca, mas se você curtir histórias nessa pegada fica a seu próprio risco a leitura de Celular.
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Celular é um dos sucessos de Stephen King, outrora adaptado para os cinemas, e agora relançado em 2018. Quando eu encontrei esse livro foi desejo a primeira vista! Uma história sobre zumbis e de uma forma muito Black Mirror e no estilo Kiong de ser, então já esperava uma senhora história. Mas nem só de uma bela capa e sinopse é feito o livro não é mesmo?
Neste livro vamos conhecer Clay, um artista gráfico que está em Boston feliz da vida, pois acaba de sair de uma reunião onde fechou um contrato de venda de sua graphic novel. Tudo estava indo bem quando der repente as pessoas começam a surtar na sua frente na rua, a primeira pessoa que ele avista era uma mulher que estava falando ao celular quando subitamente começa a atacar as outras pessoas e em pouco tempo a cidade é tomada pelo caos.
Clay era uma das poucas pessoas que não se habituava muito bem a celulares, levando em consideração que o livro foi escrito por volta de 2005, não era a parte da nossa vida que o aparelho se tornou hoje. Com isso, ele se une a poucas pessoas que ainda possuem consciência e partem numa jornada pela sobrevivência. O Pulso (nome dado ao dia que os celulares afetaram as pessoas) desde seu início e ao decorrer de cada página nos mostra o estrago causado, e mesmo com pouco tempo desde que foi escrito, o livro mostra muitos traços dos nossos dias atuais.
A história tinha tudo para ser um acerto em cheio, mas King desliza de um jeito que é surreal. O livro começa muito bem, muita ação, um banho de sangue e numa descrição que é impossível você não idealizar cada detalhe da cena e foi uma leitura muito eletrizante até um pouco mais da página 100, daí em diante chega a uma monotonia que é muito frustrante. Como a maioria das histórias com um apocalipse, os sobreviventes de fato estão só lutando para sobreviver mais um pouco, e neste livro eles vagam de um lado para outro de uma forma tão cansativa. Vez ou outra o autor coloca uma ação para acordar o leitor, mas no geral foi muita enrolação até que eles chegam a uma descoberta, que as pessoas de fato não são zumbis, só que a sua consciência foi apagada como um computador com um vírus e eles possuem agora o dom da telepatia.
Stephen King é conhecido por suas bizarrices, mas neste livro ele cria uma pior que a outra e fica difícil ornar uma sucessão de descobertas que só colaboram negativamente para a história, com a narrativa mais cansativa ainda. Com isso chegamos ao desfecho da história, e foi o maior balde de água fria das leituras de 2018. Não pelo fato do livro ter seu final em aberto, mas todas as descobertas que eram pontas soltas foram completamente descartadas e o final fraco e inconclusivo é uma grande frustração. Mesmo com um pequeno número de páginas, a história consegue ser bem trabalhada em alguns pontos e em alguns outros peca, mas se você curtir histórias nessa pegada fica a seu próprio risco a leitura de Celular.
Por Leonardo Alves

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