Crítica | Bumblebee


O site Adoro Cinema junto com a Paramount fizeram uma cabine de imprensa no Rio de Janeiro do filme Bumblebee, e assim que soube que o site estava selecionando seus leitores para cabine corri imediatamente para garantir meu lugar, já que sou fã da franquia Transformers.


O filme se passa em 1987, durante a Guerra Fria, quando Bumblebee se refugia na Terra durante a Guerra em Cybertron, no entanto o autobot é atacado e antes de desativar disfarça-se como um fusquinha amarelo, até que um dia Charlie, uma garota chegando aos seus dezoito anos, o encontra em um ferro velho disposta a consertá-lo, mas ela não poderia imaginar que sua vida mudaria dali em diante.


Charlie é uma garota que está tentando encontrar seu lugar, pois após a morte de seu pai sua vida desandou, enquanto sua mãe e irmão parecem ter conseguido superar, mas ela não, e quando Bumblebee aparece cria um laço inesperado com o robô brincalhão que está tentando se esconder na Terra e seguir as ordens de Optimus Prime, enquanto os decepticons tentam descobrir a base da rebelião.





Bumblebee é um robô divertido e totalmente atrapalhado, nada muito diferente do que estamos acostumados a ver nos filmes anteriores, no entanto neste filme, enxergamos um Bumblebee bastante assustado, inocente e ainda amadurecendo, percebe-se isso com as reações do robô, chegando até aparecer um animal de estimação.


Será esse robô engraçado e desastrado que conquistará o coração de Charlie. Os dois criam uma história de amor e carinho terno que é de comover qualquer pessoa, pela construção da relação entre eles e principalmente a  amizade desses dois é realmente linda e sincera, por isso fiquei bastante apaixonada e cativada por eles.

Como o filme é ambientado nos anos 80, é mostrado inúmeras referências a década, como os filmes de sucesso, e principalmente as músicas que até hoje são sucesso entre as pessoas, e aqui preciso elogiar a trilha sonora do filme que está simplesmente sensacional e maravilhosa, sendo impossível não cantarolar junto ou para o pessoal que nasceu nessa década se sentir nostálgico.  Recomendo demais que ouçam a música-tema Back to Life, porque além de ser maravilhosa, a letra é bastante bonita e combina demais com a essência do filme.





A atuação da Hailee Steinfeld está simplesmente sensacional, sem contar que gostei muito de ver o protagonismo de uma mulher, sendo forte, resistente e determinada, uma personagem que carrega todas as características dos protagonistas principais dos outros filmes. Ainda achei a relação de amor e afeto entre ela e Bee, maior que do Bee e Sam.  
 
As dublagens, como sempre, continuam impecaveis, e se a Paola Oliveira não tivesse aparecido na sessão para falar que dubla a vilã Shatter, nunca desconfiaria que era a voz dela, porque está  irreconhecível e arrepiante. O dublador do personagem do John Cena também estava sensacional. Naotenho do que recalamar, apenas elogiar nossos dubladores. 


O spin-off é totalmente diferente dos outros cinco filmes, a história é mais leve, divertida e direta, o filme não coloca enigmas ou histórias sobre patriotismo exacerbado como vimos nos filmes anteriores, e acredito que essa tenha sido a fórmula que têm feito o filme ser um sucesso entre a crítica, porque tem tudo equilibrado, sendo o principal a emoção que desperta nos telespectadores.
 

As cenas de lutas estavam espetaculares, os combates que Bee travava com os decepticons eram de arrepiar e de angustiar, mesmo sabendo que o autobot não iria morrer, perdi o fôlego inúmeras vezes com várias batalhas que o robô travava, sem contar que os efeitos visuais contribuíram demais para deixar as cenas mais épicas e emocionantes, ainda visualizar todas essas cenas em 3D é uma verdadeira experiência. Aliás, o filme em 3D só fica nítido com as cenas de lutas e outras poucas de ação.
Não posso deixar de comentar sobre o humor do filme, que foi feito sob a medida certa, não têm um humor bobo ou forçado, todas as cenas divertidas despertam risadas sinceras ou gostosas de dá, chegando a ser hilárias algumas delas, outras são com piadas engraçadas para suavizar o momento.   


A história encerra-se sem pontas soltas, porque o filme constrói-se puxando cada ponta solta, algumas que nem percebemos durante o filme, sem criar novas ou criar enigmas impossíveis de entender, o filme é direto e encerra-se primorosamente bem e a forma como isso acontece é um dos pontos alto do longa.




Bumblebee é um filme familiar e abrangente que agradará a maioria dos públicos, porque têm muitos elementos que enlaçam esses diferentes gostos, é um filme que fará as pessoas rirem e chorarem, eu como fã da franquia sai da sala de cinema muito emocionada e bastante satisfeita, diria até realizada, por tudo que assisti, com toda certeza voltarei ao cinema para assistir.


A direção do filme está dessa vez  nas mãos do cineasta e animador Travis Knight, que já trabalhou em animações conhecidas como Os Boxtrolls, Coraline e o Mundo Secreto, e ParaNorman, e ainda se consagrou como diretor com  Kubo e as Cordas Mágicas. Conforme prometido pelo diretor, o longa é totalmente focado em Bumblebee, com muita emoção e explosões.


Agradeço imensamente ao AdoroCinema e a Paramount pela oportunidade e principalmente pela linda recepção que nos deu no cinema.

O filme chega aos cinemas brasileiros no dia 25 de Dezembro, sendo uma ótima dica de filme para essa data tão especial.

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