Crítica | Midnight, Texas



Midnight, Texas é aquela série que te conquista aos poucos, pode ser que ela não vá agradar a todos os públicos, mas garanto que para aqueles que, assim como eu, foram sem muitas expectativas, apenas querendo saber como seria o desenrolar da série, já que o trailer é bem chamativo. 


Sinopse 


Midnight é uma cidade remota no meio do Texas que serve de abrigo para diversos tipos de desajustados, de assassinos de aluguel a vampiros, passando por médiuns, lobisomens e vampiros. Os cidadãos encontram uns nos outros a aceitação que o resto do mundo sempre lhes recusou quando as ameaças externas á cidade os levam a se unir cada vez mais.


É nesse cenário que temos como personagem principal, Manfred Bernardo (François Arnaud), um médium que está fugindo das ameaças de alguém chamado Hightower(Torre Alta), sem saída o médium acaba seguindo o conselho do espírito de sua avó e se refugiará na  remota cidade chamada Midnight, só que em pouco tempo de chegada na cidade é inserido em um cenário de assassinato, quando é encontrado o corpo da noiva de Bobo Winthrop (Dylan Bruce), o que parecia ser apenas um assassinato mostra-se um grande enigma que desencadeia muitos outros mistérios e problemas na vida do médium, que só queria um lugar para se refugiar e viver tranquilamente. 





Nos primeiros dois episódios, são jogadas várias informações, já que a série tem poucos episódios e um custo bem baixo. Você pode até ficar um pouco confuso, mas garanto que as explicações ocorrem durantes os episódios seguintes e melhora bastante a qualidade da série. Pra mim, a série funcionou muito bem desde o primeiro episódio, fiquei bastante deslumbrada pela trama e acompanhei a série fielmente. 


No início parece que o foco da série seria em descobrir que era o tal do Hightower, já que sabemos apenas que é um homem que fica ligando para fazer ameaças a Manfred e sua avó parece ser a única a saber o motivo, entretanto quando o médium chega em Midnight sua vida é bagunçada em todos os sentidos, se apaixona, é envolvido em um assassinato, precisa enfrentar outras criaturas que assombram e ameaçam Midnight e para completar, o grand finale, um grande ameaça sobrenatural está prestes a acontecer na cidade e o médium terá que decidir se deve arriscar tudo ou continuar sua sina que sempre foi não se apegar e fugir. 


Os personagens da série foram me conquistando aos poucos, cada um de um jeito diferente, Olivia Charaty(Arielle Kebbe), uma assassina de aluguel, é uma das poucas humanas que vive na cidade e tem um caso amoroso com Lemuel Bridger, um vampiro sugador de energia, e ainda parece esconder um passado sombrio. Ao contrário da assassina, temos Fiji Cavanaught( Parisa Fitz-Henley), uma bruxa, que é a pessoa mais fofa e cativante da série e também foi uma das personagens que mais me surpreenderam com sua história.  





Creek Lovell, garota por quem Manfred sente uma atração, trabalha como garçonete e quem tem que cuidar de seu irmão, Shaw( Bob Jeaser) e seu pai Connor(John-Paul Howard) que parecem esconder um segredo da garota. Também são apresentados outros três personagens na série, como o Emilio Sheehan, padre da cidade, Joe Strong e Chuy que deixarei a encargo de vocês para saber o que eles são e quais segredos escondem. 

O que mais me encantou na série é em como conduziram o enredo, apesar de algumas falhas a série consegue cumprir seu papel e ter um desfecho sem muitas pontas soltas, já que não sabíamos se seria renovada, porém,pra mim, a série conseguiu ter seu valor, poderia ter sido melhor? Com toda certeza, os efeitos não são os dos melhores, as cenas de lutas poderiam ter sido melhor coreografadas e alguns personagens e momentos poderiam ter sido melhor desenvolvidos e o principal: poderiam ter feito um vilão master, visto que em determinado momento surgem vários vilões a cada episódio, iguais os episódios de Supernatural. 




Se tem uma coisa que  tenho que elogiar demais na série é em como conseguiram fazer com que eu tivesse vários sustos e ficasse eletrizada, acho que nunca fiquei com tanta aflição em uma série, sendo que as melhores e as mais marcantes cenas são as de possessão, não tem como não elogiar a atuação do François Arnaud (Manfred) que estava impecável, conseguiu fazer um personagem memorável e cativante. 

Como disse anteriormente, a série teve um desfecho aceitável, mas com um bom gancho para a segunda temporada e espero que nessa nova temporada não corram tanto com a história, pois a série tem bastante potencial e pode agradar outros fãs. Um conselho que dou é: assista a série sem preconceitos, eu fui sendo contra vampiros, no entanto fui surpreendida positivamente com a série. Então acredito que ela pelo menos vá te entreter, posto que tem mistérios, seres sobrenaturais, assassinatos, revelações impactantes e um pouco de humor. 


Midnight, Texas estreia na TNT Series e neste sábado (12/01), às 22h00

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