Crítica | Minha Vida em Marte



Estava muito ansiosa pra assistir a continuação de Os Homens são de Marte e é pra lá que eu vou, porque o primeiro foi muito divertido e segundo porque têm o Paulo Gustavo no elenco, e sou muito fã dele desde o Vai que Cola, por isso assim que saiu nos cinemas não pude deixar de conferir e vim contar o que achei para vocês.


Mesmo quem não assistiu o primeiro filme, consegue assistir esse sem maiores problemas, pois há poucas menções ao filme anterior.

Sinopse

Fernanda conseguiu realizar seu sonho e finalmente encontrou o homem de sua vida, seu par perfeito, com ele teve uma filha linda chamada Joana de 5 anos. No entanto, o casal tem passado por um desgaste devido ao longos anos de convívio, assim Fernanda está em uma crise e não sabe se quer ou não se separar do marido, com isso terá a ajuda e suporte do seu inseparável amigo Aníbal para essa decisão.

Assim é a trama do filme, no início nos é mostrado como foi a passagem dos anos de Fernanda com o marido, tudo sendo lindo e só sorrisos, no entanto aos poucos o desgaste vai ficando cada vez mais nítido quando a narradora-personagem conta como tem sido os últimos anos.

Nessa perspectiva, acompanhamos toda a jornada que Fernanda percorre para achar uma resposta sobre seu casamento, no entanto ela percebe que não é só o casamento sua única barreira, mas ela mesmo, mas antes disso ela ainda tenta reacender a chama do seu casamento, mas nada parece funcionar, e chega a ser até cômico ver e ouvir os pensamentos da Fernanda sobre isso.


Ao seguir a sugestão de Aníbal, Fernanda faz várias viagens depois que teve uma briga feia com o marido, então viaja para uma Ilha para repousar a mente ou vai a New York  e conhece um homem que mexe com suas estruturas.

Em meio a muitas compras, festas e viagens, Fernanda percebe que a sua felicidade não está no outro, mas em si mesmo, e é aqui que toda a narrativa da história ficou muito boa, porque vimos todo o amadurecimento da personagem até tornar-se uma mulher independente do outro e confiante em buscar sozinha sua própria felicidade.

Gostei muito do filme, porque a personagem aprende que é preciso ter seu próprio tempo, viver sua própria liberdade de sair, de apenas namorar e transar sem se apegar, é a própria caminhada da personagem, pois o que acaba sendo realmente importante é a sua felicidade e sua amizade de anos com Anibal, sem seu amigo ela não teria conseguido enfrentar tantas coisas sem o apoio dele.


Por falar em Aníbal, o personagem do Paulo Gustavo estava incrivelmente divertido, não esperava menos, mas como o personagem foi inserido e os pontos altos estavam com ele, foram várias cenas divertidas e icónicas proporcionadas por ele, ri bastante com várias falas e ações feitas por Aníbal, acho que qualquer um gostaria ou têm um amigo assim: aquele que está ali sempre que você precisa, que sabe animar e é realista.

É realmente impressionante a sintonia entre Paulo Gustavo e Monica Martelli, os dois brilharam neste filme, porque a diversão estava equilibrada entre eles, parecia nem que eram Aníbal e Fernanda, mas dois amigos que estavam contando suas aventuras, porque é simplesmente não rir do início ao fim com estes dois. Eu não conhecia muito o trabalho da Mônica, mas depois do primeiro filme e agora este estou encantada pelo seu trabalho e humorismo.  

Sai da sala de cinema bastante satisfeita por ter assistido um filme que é realmente necessário e mostra o que realmente acontece em muitos relacionamentos de longa duração, há todo um sofrimento, raiva, felicidade, resumindo um turbilhão de emoções  que a pessoa vivencia durante essa fase.Fernanda têm muito o que falar e até dá lições, principalmente para a mulher, sobre o verdadeiro significado da felicidade.


Nosso cinema nacional mostra mais uma vez que quando o quesito é comédia damos um belo filme cheio de piadas leves e divertidas, mesmo com os palavrões, que são poucos, conseguimos apreciar uma obra como essa sem repreensão ou mal estar.

Por todos esses fatores, recomendo demais o filme e acredito que muitos vão se divertir e adorar o filme, porque eu já quero assistir de novo.



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