Crítica | The Umbrella Academy



The Umbrella Academy estreou na ultima sexta (15/02) na Netflix, com uma proposta diferente -a principio- do que já havíamos visto.

Seguindo uma família -disfuncional- de 7 irmãos adotivos, todos nascidos no mesmo dia, na mesma hora, de mães que até aquele momento não estavam grávidas, louco né?
Foram ao todo 43 mulheres, e o Sir Reginald Hargreeves tratou de adotar o maior número possível de crianças. Logo percebeu-se que estes pequenos eram mais que especiais - Exceto a Vanya - surgindo então a “Umbrella Academy”. As crianças crescem, problemáticas por devido sua criação e distantes; mas são obrigados a se reencontrar após a morte -suspeita- de seu “pai”.

Baseada na Graphic Novel de Gerard Way e Gabriel Ba, pode-se dizer que a adaptação foi acertiva, de cara somos apresentados a diversas subtramas, entre elas: A morte do pai, a ausência de poderes de Vanya, o vício do quatro, a morte de Ben, os romances (?), o afastamento dos irmãos e o possível apocalipse anunciado pelo cinco, que inclusive estava a 16 anos desaparecido viajando no tempo. Além disso ainda precisamos lidar com uma organização que está atrás do cinco. ACABOU O FÔLEGO? 

Pois é, parece muita coisa para acompanhar, e é! Mas a série consegue trabalhar e desenrolar com facilidade e de maneira natural o que é apresentado; porém peca no ritmo e fica claro a intenção de guardar alguns segredos para as possíveis temporadas seguintes, fazendo com que o expectador seja obrigado a aceitar que a resolução é relativa ao plot final. 

O Drama central é focado na relação de seu pai para com eles durante a infância, regados a depreciação e competição exacerbada; e as consequências quando adultos. 

De longe o destaque fica com Robert Sheehan, o Klaus e com Aidan Gallagher, o Cinco; que formam além de uma ótima dupla em cena, levam o alívio cômico e quebram o clima “mórbido” da série.

A estética visual evidencia o clima de Ficção científica, com luzes, explosões e viagens no tempo, assim como vilões caricatos; a cereja do bolo fica com a trilha sonora impecável, que complementam as cenas de ação ao som de “Don't Stop Me Now" como por exemplo.

The Umbrella Academy, mesmo pecando em seu aspecto acelerado, funciona de maneira eficaz e deixa uma boa imagem para os Heróis. Que venha a 2ª temporada!



Por Juliana Brito

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