Resenha | The Walking Dead: O Caminho para Woodbury


A eletrizante sequência de The Walking Dead: A Ascensão do Governador veio para destroçar e abalar ainda mais as emoções dos leitores. Não consegui parar de ler até terminar, Jay e Kirkman sabem muito como prender os leitores. Estou fascinada pela história, e venho com toda emoção e carinho compartilhar meu "feedback" sobre o livro. 
Após os terríveis acontecimentos do apocalipse zumbi, a busca por suprimentos se tornou maior por lugares seguros parecem não existir e a esperança para sobreviver a tudo isso se torna cada vez menor, mas Josh, Lilly, Megan e Bob não desistem de sobreviver. Em suas frequentes buscas por suprimentos, eles conhecem Martinez que oferece abrigo e subsistência se o seguissem para uma comunidade chamada Woodbury. Como não recusar? Em pleno caos, um lugar oferecendo abrigo e comida é bem-vindo. Aceitando a oferta seguem em direção a esse paraíso, mal sabem eles que quem governa o lugar é um terrível homem que se intitula "Governador". Será que eles vão sobreviver a essa comunidade? Ou é melhor tentar viver correndo dos mortos? 
Não sei nem por onde começar, nesse livro, a história é bem dividida, conheceremos novos personagens e mais sobre o polêmico "Governador".
O diferencial desse livro com o primeiro é que nesse contém mais história do que ação, mas não tira o brilho do livro. Foi prazeroso e ao mesmo tempo angustiante conhecer os novos personagens e situações. Foi difícil não se apegar a eles, gostei principalmente do Josh e da Lilly.
Com personagens marcantes e bem construídos, o enredo é rico em detalhes, linguagem inteligente e um pouco científica.
Nunca pensei que choraria lendo The Walking Dead, mas esse livro foi altamente forte e abrasador, minhas emoções ficaram contraditórias, ora sentia raiva, ora compaixão e apreço. É bastante confuso e ao mesmo tempo instigante e questionador. Teve momentos que tive que parar para refletir porque gostava de tal ação ou personagem. 
"- Como consegue?
- Consegue o quê?
Ficar aqui... Aguentar essa merda."
A escassez de comida está tornando-se cada vez maior, arrumar amparo está cada vez mais difícil, agora até para manter a relação em grupo está complicado, como se não bastasse fugir dos mortos, agora os sobreviventes têm que tomar cuidado com os vivos.
Woodbury parece uma comunidade tranquila e segura para quem a desconhece, todos trabalham, alguns para manter a segurança, outros com o sustento da cidade, no entanto essa sociedade tem muito mais segredos e mistérios do que aparenta.
Quando Philip Blake aparece, ou mais conhecido como O Governador, vemos que ele se tornou a imagem da benevolência e de extrema importância para a cidade.
"Só estou dizendo...O medo ferra a gente." 
Um fator que não tinha reparado muito bem no primeiro livro e nesse vem sendo bastante forte, são os questionamentos. Fiquei perguntando-me como seria realmente sobreviver a um apocalipse zumbi. Saber o que é certo e errado. Como agir diante das dificuldades. Se entregar ao amor será que é uma boa escolha? A confiança ainda é consistente entre duas pessoas?
Agora não precisa apenas lutar, mas pensar, racionalizar, e acima de tudo, conhecer com quem você anda e deposita sua confiança, tomando o cuidado com traidores.
Traição. Dúvidas. Loucura. Reveja suas escolhas.

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