Eu simplesmente amo os filmes do Almodovár, quando se trata de obras “baseadas em fatos reais” elas se tornam ainda mais atrativas (no meu caso). O anjo atende todos esses requisitos, e retrata a história de Carlos Robledo Puch, em 1971.
Carlos (Lorenzo Ferro) recebe esse apelido “O Anjo” por sua aparência dita angelical, e em meio a pequenos delitos em Buenos Aires, conhece Rámon e sua família entrando de cabeça na vida de crimes terríveis, por pura diversão. Tamanha crueldade levou Carlitos a cumprir pena até os dias de hoje, sim ele continua encarcerado.
O filme é tão intenso e visceral que você sente o prazer do personagem a realizar os crimes, seja em qual grau for, é nítida a intenção da direção do longa mostrar somente a mente hedionda deste criminoso, deixando de fora qualquer cena que apresentase uma investigação acerca de.
Um dos pontos positivos da obra é mostrar a relação íntima entre Rámon e Carlitos, desde a perverção, da sexualidade, até a violência beirando a psicopatia. Assim como outros filmes, onde vemos casais unidos em prol do crime; em o Anjo não é diferente, tornando ainda mais palpável o relacionamento.
Mas não seria Almodovár, sem as cenas tipicamente violentas e closes sensuais que são sua marca registrada, alinhada a uma fotografia incrível que expressa lindamente as emoções necessáriamente fortes.
O Anjo é a pura romantização do crime e as consequências de um relacionamento frustrad o que chega aos cinemas em 18 de abril.
Trailer:

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