Crítica | O Anjo


SinopseSituado na Buenos Aires dos anos 70, a trama segue Carlitos, um adolescente que faz sucesso com seus cabelos loiros e o jeito de galã de cinema. Desde menino, cobiçava as coisas de outras pessoas, mas foi no início da adolescência que descobriu seu verdadeiro talento para roubar. Quando conhece Ramon em sua nova escola, embarca com ele em uma jornada de descobertas, amor e crime. Por causa de sua aparência angelical, Carlitos passa a ser conhecido como “O Anjo da Morte”.

Eu simplesmente amo os filmes do Almodovár, quando se trata de obras “baseadas em fatos reais” elas se tornam ainda mais atrativas (no meu caso). O anjo atende todos esses requisitos, e retrata a história de Carlos Robledo Puch, em 1971.

Carlos (Lorenzo Ferro) recebe esse apelido “O Anjo” por sua aparência dita angelical, e em meio a pequenos delitos em Buenos Aires, conhece Rámon e sua família entrando de cabeça na vida de crimes terríveis, por pura diversão. Tamanha crueldade levou Carlitos a cumprir pena até os dias de hoje, sim ele continua encarcerado.


O filme é tão intenso e visceral que você sente o prazer do personagem a realizar os crimes, seja em qual grau for, é nítida a intenção da direção do longa mostrar somente a mente hedionda deste criminoso, deixando de fora qualquer cena que apresentase uma investigação acerca de.

Um dos pontos positivos da obra é mostrar a relação íntima entre Rámon e Carlitos, desde a perverção, da sexualidade, até a violência beirando a psicopatia. Assim como outros filmes, onde vemos casais unidos em prol do crime; em o Anjo não é diferente, tornando ainda mais palpável o relacionamento.

Mas não seria Almodovár, sem as cenas tipicamente violentas e closes sensuais que são sua marca registrada, alinhada a uma fotografia incrível que expressa lindamente as emoções necessáriamente fortes.

O Anjo é a pura romantização do crime e as consequências de um relacionamento frustrad o que chega aos cinemas em 18 de abril.

Trailer:


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