Crítica | Special

Divulgação Netflix

Chegou ao catálogo da Netflix nesta sexta-feira a série
Special escrita e interpretada por Ryan O'Connell e produzida por Jim Parsons, The Big Bang Theory. E para você que estava querendo uma série super curta e apaixonante vai adorar esta história. Confira a sinopse abaixo


Um jovem gay com paralisia cerebral deixa para trás os tempos de isolamento na busca da vida que sempre quis.


Baseado no livro  I'm Special: And Other Lies We Tell Ourselves, do próprio ator, como dito antes a série gira em torno da vida do Ryan, de sua relação com a mãe, Karen, e como será seu primeiro emprego como estagiário na Eggwoke e suas relações amorosas.


Para lidar com seu primeiro trabalho, Ryan não se sente seguro ainda de falar sobre sua PC, mente sobre sua condição e aproveita-se do acidente que sofreu para justificar sua deficiência, o que resulta numa das matérias mais lidas do seu trabaho.  


É impossível não se sentir cativado pelo jeito de Ryan, pois é o típico personagem tímido, virgem e fofo, que não sabe lidar com contatos pessoais, e por ser um deficiente nunca conseguiu ter amigos ou namorados, por não saber lidar com sua situação, mas sua vida muda totalmente quando conhece Kim, uma das redatoras do Eggwoke.


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A relação entre Kim e Ryan é um dos pontos centrais e fortes da trama, pois vemos a construção de uma amizade entre dois adultos totalmente opostos, mas que ao tempo se completam, enquanto Ryan é recluso e tem baixa autoestima, Kim é uma mulher empoderada e sabe como se portar, com seu jeito nada delicado ajuda o jovem a lidar com seus medos e a ter mais amor sobre si.


Durante o desenvolvimento da série acompanhamos o crescimento de Ryan, como toda série, no entanto o que mais achei interessante e surpreendente é como desenvolvido isso, porque percebemos que Ryan é um personagem que até certo ponto mostra-se egoísta, mimado e até um pouco insensível com as coisas ao seu redor.


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Outro ponto interessante é como a dona do site Eggwoke, Olivia , também conhecida como a personagem mais babaca da série, terá uma função  surpreendente dentro da trama.


Como a série é semi-autobiográfica fica bastante divertido ver como era/é para Ryan ser um homem gay com paralisia cerebral, e uma das cenas do último episódio mostra de forma engraçada como é a realidade que Ryan nunca conseguiu enxergar.


O diferencial é que a série não é apenas sobre como as pessoas devem aceitar as pessoas com paralisia cerebral, mas antes de tudo é uma série sobre como Ryan passou a se descobrir como uma pessoa com essa deficiência e que estava tudo bem, ele não era o "mostro" como se enxergava. Desta forma, acompanhamos os passos de desconstrução sobre si pelo qual Ryan passa.


Com apenas oito episódios de quinze minutos, a história finaliza de forma intensa e com várias pontas soltas para uma segunda temporada, que segundo o ator terá uma duração até maior nos episódios.


Vale lembrar também que a Editora Record irá lançar a tradução do livro ainda esse ano pelo selo Galera. Posso dizer que estou super ansiosa para conferir!

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