Crítica | Rocketman



Fonte: Divulgação / Paramount Pictures

Tivemos o prazer de assistir ao filme aclamado em Canes esse ano, Rocketman, trata da biografia do astro inglês Elton John. Filme esse que curiosamente foi acompanhado de perto pelo ator.

Passando pela infância até as tempos “atuais” o longa ressalta a transformação do tímido Reginald Dwight, que para quem não sabe é o nome original do astro, até se tornar o famoso astro Elton John. O filme se inicia com o personagem principal em uma reunião do AA relatando suas experiências, criando assim uma forma de deixar o personagem principal mais vulnerável e aberto, mesmo que em alguns pontos ele seja um tanto quanto desonesto, narrando mais o que ele gostaria que acontecesse do que o que realmente aconteceu.

No decorrer do filme é retratado sem receio todos os problemas que John teve com drogas, álcool, os diversos acessos de raiva, a dificuldade para assumir sua sexualidade, sendo um grande diferencial trazendo a tona ao público o homem comum, não o ícone imaculado pela mídia.

Taron brilha no longa. O ator está completamente impressionante no papel principal. Ele consegue retratar cada mania de John, desde a forma como anda até o jeito de sorrir, em certos momentos eu até vi o próprio Jhon ali, e não o Taron. Egerton fez questão de cantar todas as músicas do filme, algo que surpreendeu a muitos que não conheciam essa faceta do ator.

Falando em músicas, os clássicos de Jhon são como que a narração do filme, deixa claro que o longa foi todo criado com base nos maiores clássicos do cantor. Como por exemplo, o caso de “Your Song”, que deixa no ar o nascimento do laço entre ele e Bernie Tapin (seu letrista e melhor amigo até os tempos atuais, cujo não teve uma briga desde que se conheceram); assim como a apresentação de “Saturday’s Night Alright”, que tem como objetivo para mostrar a transição do tímido Reggie Dwight para o extravagante e Elton Jhon. O filme se torna uma reformulação do que conhecemos como musical clássico.

Algo bem marcante da carreira do cantor eram seus figurinos espalhafatosos e impressionantes, o filme não deixa nada a desejar em reproduzi-los. John sempre se sentiu um homem solitário e com suas roupas espalhafatosas o ajudavam a se destacar e também se isolar da multidão.

Uma quantidade absurda de pessoas ao redor de John se aproveitaram da sua insegurança e medo de ficar sozinho para o jogarem ladeira abaixo rumo a destruição. Podemos destacar os dois maiores responsáveis como sendo seu pai, vivido por Steven Mackintosh, que era um homem rígido e frio e nunca deu o amor que Elton tanto queria e em certos momentos até pedia ao pai, e seu empresário, interpretado por Richard Madden, esse se aproveitou da carência de John para ganhar vantagem as suas custas.

Rocketman é uma biografia das mais sinceras que já vi. O filme nada mais é que o reflexo de John: brega, épico, divertido, louco, sombrio e acima de tudo verdadeiro, talvez o principal motivo de ele ser maravilhoso de assistir.

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