Uma série onde tudo que você acredita existir, desaparece de uma hora para outra, merece no mínimo sua atenção.
Em uma cidade da Nova-Inglaterra um fedor (isso mesmo, um fedor) inexplicável domina a cidade, os jovens são convidados a se retirar temporariamente em acampamento, enquanto os adultos procuram resolver a situação; no meio do caminho eles são obrigados a voltar pois a estrada estava interditada; ao chegarem na cidade, pasmém, não havia mais ninguém. Eram 225 jovens, entre 16 e 18 anos amedrontados, acostumados a terem tudo o que sempre desejaram, terem quem os cuidasse, precisando lidar com uma sociedade criada por eles mesmos. Surreal? No mínimo.
Se te lembrou um pouco a premissa de Lost, você não está em enganadx, de certa forma pode até mesmo se assemelhar em alguns pontos, tais como o isolamento, a escassez de suprimentos, que de certa forma despertam o pior dos instintos humanos.
Grandes reflexões podem ser feitas enquanto se assiste, principalmente analizar como a criação influenciou na formação do cidadão e da base de sociedades futuras, no que se refere a ética e religião.
Há quem possa achar o ritmo da trama lendo e arrastado, porém, neste caso é necessário para que possa levantar as questões necessárias ao desenvolvimento. Durante grande parte você se pergunta (rá) sobre o porquê de tudo aquilo estar acontecendo, e acaba por esquecer, quando se vê envolvido com o crescimento de cada personagem e da sociedade por eles criada.
Outro ponto questionável é do clichê nesse tipo de obra, que é o coletivo contra o individualismo. Mas até nesse ponto a construção tem um motivo a se questionar sobre a sobrevivência.
Você vai encontrar alguns rostinhos conhecidos, como a Kristine Froseth, Kathryn Newton, Rachel Keller que assim como todo o elenco entrega exatamente o que é proposto.
Conselho? Se permita!
The society é Inteligente, profunda e conceitual e vai te marcar, como uma experiência que a muito não se vê.
Por Juliana Brito
Trailer:

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