Qual é o começo de tudo?
Seria o fim e o começo a mesma coisa?
Se antes DARK nos fazia questionar “Não quando, mas como?” Esta temporada aborda outros questionamentos. Paradoxos reais e complexos que leva até o mais devoto questionar sua fé, quando levantada a teoria de que Deus na verdade seria uma analogia ao tempo.
Com uma narrativa menos cansativa (para os que se incomodaram na 1ª temporada), Dark retorna com um enredo envolvente. Repleto de elementos atrativos e com um elenco de extrema qualidade, posso dizer que nesta fase, a série subiu de patamar, alcançando um nível de qualidade merecida ao que havia sido apresentado.
![]() |
| Divulgação Netflix |
A nova temporada, foca em desenvolver o que foi estabelecido no primeiro ano da série; sendo o futuro pós apocalíptico usado somente como uma lacuna -ainda- a ser explorada. Sem pressa a trama não prioriza as conclusões, a todo tempo deixando claro que o fim é algo não concreto.
Com 8 episódios de aproximadamente 1h cada, a trama exige total atenção de quem assiste. Mas, acredite vale a pena. A história não deixa nada a desejar, e a conexão de informações e cronologia perfeitamente sincronizada com o ano anterior, permite ao expectador uma experiência ainda melhor e de grande qualidade.
![]() |
| Divulgação Netflix |
A direção e fotografia é bem acertada! Favorecendo todas fases que são cenários para os diferentes focos narrativos.
Negativamente cito um único ponto, no quesito maquiagem que deixa a desejar um alguns aspectos, porém que em nenhum momento deprecia o show.
É impressionante a qualidade do roteiro, a gama de informações, a teia cronológica e as reviravoltas são dignas e de tirar o fôlego; Honrando o tempo de espera por novos episódios.
O elenco - desconhecido para os mais acostumados com as séries americanas - é avassalador, destacando principalmente Louis Hofmann que sustenta de maneira digna um personagem múltiplo, ainda mais aprofundado e bem construído.
![]() |
| Divulgação Netflix |
A fase 2 de Dark funciona perfeitamente como peça intermediária, expandindo ainda mais o universo da série e propondo novos questinamentos sobre qual o limite do mundo e a resposta para nossas dúvidas.
Com uma releitura da criação do universo esta temporada deixa claro que o foco não é nem nunca foi a viagem no tempo, e sim como as ações / reações influenciam na linha temporal, logo, na vida.
Por Juliana Brito
Trailer:




Comentários
Postar um comentário