Se houvesse uma palavra para resumir meu status, pós “O escolhido” seria: SURPRESA.
A série, com seus pontos foi para mim uma grata surpresa, que definitivamente merece sua atenção.
O Suspense brasileiro conta a história de 3 médicos que precisam vacinar um vilarejo contra um vírus mutante da Zika. Contudo, os moradores deste nunca adoecem por seguirem um ritual divino do Escolhido.
Carol Muñoz e Raphael Dracon, elevam -ainda mais- o nível das produções nacionais Netflix com uma trama interessante e amarrada que nos traz muitas reflexões sobre um assunto que para uns pode soar batido que é a Ciência x religião.
A produção que peca com falas clichês e atuações fracas tem em contrapartida uma história profundamente complexa, e tão próxima da realidade que é verdadeiramente assustador.
De narrativa acelerada, onde os questionamentos são respondidos de maneira instigante onde os mais céticos percebem que nem tudo, que envolve a fé pode ser realmente fruto da nossa imaginação ou do nosso cérebro reagindo os estímulos como a ciência responderia.
Com um visual incrível da região pantaneira, O Escolhido acerta em explorar a adoração religiosa que diz muito sobre nossa sociedade atual, camuflando os pré conceitos na forma de fé.
Por Juliana Brito

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