Crítica | Stranger Things - 3ª temporada




Desde o seu 1º ano em 2016, Stranger Things se tornou um fenômeno mundial e hoje segue consolidada com a terceira temporada, que chegou hoje a plataforma a força de uma boa história.

O 3º ano da série já aborda de cara o salto temporal necessário (e especulado) devido o crescimento dos atores. As crianças já não são mais tão crianças e vivem a adolescência com todos seus amores e dramas típicos, chegando até incomodar em certo ponto assim como todo drama adolescente cheio de dilemas e ansiedade.

Divulgação Netflix

Enquanto uns se apaixonam, outros são esquecidos. Esse é um dos principais pontos de conflito que já nos havia sido entregue no trailer, e que serve de base para os 3 núcleos que se formam nessa temporada.

Se no ano 2 os Irmãos Duffer levou a série para um lado mais sombrio tendo como tema o Halloween, nesta o foco inicial são as relações interpessoais entre os personagens trazendo mesmo neste contexto uma pegada mais leve pra combinar com a temática de verão mostrando em muitos momentos o cotidiano.

Mas, estamos falando de Stranger Things e algo ruim sempre acontece. Temos duas ameaças que de certa forma estão interligadas, sendo sutil à primeira vista. Contudo, ao que parece Monstros guardam rancor e eles tem um outro alvo: “Você nos deixou entrar, e agora vai ter que nos deixar ficar”. Essa frase não foi dita a esmo no trailer, ela tem todo um significado. Se atente a cada detalhe pois esse é o fio condutor de toda história.

O Roteiro é -Sempre- destaque. Os Irmão Duffer conseguiram acertar mais uma vez, conectando 3 subtramas sem perder o foco. Enquanto o grupo maior precisa lidar com os dramas pessoais tentando se unir novamente e enfrentar o “devorador de mentes”, temos Nancy -sendo desqualificada por ser mulher- e Jonathan trabalhando no jornal da cidade em um caso de ratos raivosos que logo se unem ao grupo maior; Joyce e Hopper questionam se o Laboratório de Hawkins retornou suas atividades; enquanto Steve, Dustin, Erica e Robin seguem a pista de Algo suspeito dentro do shopping. Mas, tudo isso já era bem previsível, não é mesmo? O trailer nos entregou muita coisa… mas o que posso te afirmar é que essa nova temporada não nada previsível.

Divulgação Netflix

As referências que nos são trazidas são sempre emocionantes, principalmente para quem viveu nos anos 80, e neste ano não foi diferente. Confesso que chorei ao ver/ouvir a musica tema do clássico da minha infância na voz das “Crianças”, afinal A história sem fim marcou gerações.

Stranger things é a prova de que um show, não é só aumentar o orçamento. É necessário um bom roteiro, fotografia impecável aliado à um cast formidável.

A 3ª temporada é ousada, os Duffer foram corajosos no que fizeram. Vão surpreender, chocar e emocionar os fãs, mas mais do que tudo, se manteve coesa e mostrou que bons personagens podem ser adolescentes cheios de conflitos e que amadurecer e superar é fundamental.

Os 8 episódio de Stranger Things 3, estreia dia 04 de julho na Netflix... e atenção no último episódio rola uma cena pós créditos.

Por Juliana Brito



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