Crítica | Missão no Mar Vermelho


Sinopse:
Agentes disfarçados abrem um hotel falso para turistas de verdade como fachada para salvar milhares de refugiados etíopes. Inspirado em fatos reais.


É possível fechar os olhos e esquecer os grandes genocídios acontecidos ao redor do mundo ?
Negar ajudar o seu próximo, o seu irmão por diferenças de pele, religiosas e nacionalidade?

Antes de ser um filme de ação com a promessa de trazer mais uma atuação poderosa de Chris Evans ao retratar parte vida de Ari Levinson (agente secreto de Israel a serviço da Mossad e um dos idealizadores da Operação Irmãos) o filme consegue tocar em uma grande ferida aberta nos dias de hoje: A crise dos refugiados.

Entre o anos 70 e 80 os judeus etíopes sofriam com a guerra em seu território e um novo genocídio, por estarem em território africano o mundo fechava os olhos para os horrores cometidos contra esse povo, surge-se então a operação de resgate disfarçada pelo hotel.

O ritmo do filme acelerado e as constantes flutuações de insegurança e as mensagens escondidas nas falas dos personagens de ajudar aos menos afortunados e de lutar por um mundo melhor, servem para alertar ainda mais o nosso comportamento nos tempos de hoje. Quanto estamos cegos com o sofrimento do próximo? Quanto estamos deixando de ajudar outra pessoa por causa de preconceito e apatia?

O diretor mescla cenas de sofrimento extremo (morte, fome, violência) com diálogos poderos reafirmando sempre o seu discurso principal de que todas as pessoas merecem ser tratadas com dignidade e respeito.

No quesito atuação não há um grande destaque dos atores do filme, eu particularmente não me encantei com nenhum ator e principalmente a atuação de Evans que está bem caricata com seus outros papéis de soldado visionário em busca de salvar a humanidade. 

Para um filme de duração longa e história com grande teor moral eu recomendo que vocês assistam com "calma", e foquem no que está subentendido. Vale muito sua atenção.

Por Jaqueline Ribeiro

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