Se a intenção da Netflix com a produção O diretor nu era de causar um choque do Ocidente com o Oriente, fico muito feliz em dizer que isso foi alcançado.
Muitos podem pensar após assistir o trailer, que a série transmitira um conceito raso de abordagem da pornografia na terra do Sol nascente, portanto, sendo apenas mais uma produção no catálogo sem grande importância e alvo de piadas... não comprem essa idéia, o diretor nu tem muito conteúdo sim.
Começando pelo protagonista o icônico diretor Toru Muranishi, que passou de um homem traído, sem emprego e completamente infeliz com sua vida para o grande rei do cenário adulto Japonês.
É preciso ter em mente que o Japão era um país bem conservador na época em que a série se passa, onde as pessoas escondem seus desenhos e fantasias "mostrando seu lado oculto" em raras ocasiões, percebendo isso e a necessidade de "vender prazer" Toru dono do título da série e a fama posterior de "O diretor nu" (na época apenas um vendedor com muita lábia) toma como missão realizar essa nova modalidade de negócio.
As lições que Toru aprende e a forma como ele consegue vender seu peixe a diversos desconhecidos e promover toda a revolução da indústria fica bem explícita pela atuação de Takayuki Yamada que consegue mesclar a parte cômica com o drama de forma bem consistente durante os episódios, mantendo o interesse do expectador.
Pra quem é acostumado a ver produções nacionais (de pernas pro ar como exemplo) que tratam da temática da indústria adulta e a comercialização do erotismo não irá achar grande diferença dos argumentos usados na narrativa da Netflix com o que já estamos habituados, claro que as cenas explícitas podem causar estranhamento ao expectador, então fica a dica de não assistir em local público.
O diretor nu, já está disponível na Netflix

Comentários
Postar um comentário