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| Divulgação Netflix |
Enfim, chegou na Netflix a sétima e última temporada de Orange, para a tristeza dos fãs. Desde seu lançamento em 2013, a série foi ganhando muitos fãs ao longo do tempo e mostrando seu valor e importância para atualidade.
Desde a sexta temporada, a série já estava dando indícios que estava para finalizar devido ao enredo arrastado e com os destinados das personagens quase selados, mas um gancho foi deixado para a última temporada.
A série começa em um ritmo bom, com a trama a se desenrolar com uma velocidade de acontecimentos que prendem o telespectador e o fazem perder o tempo de uma hora de cada episódio, o que não é nada fácil para uma série com treze episódios extensos e às vezes cansativos.
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| Divulgação Netflix |
Acompanhamos inicialmente a vida da Pipper depois da sua soltura da prisão, sua nova adaptação ao mundo, precisa encontrar um emprego e se desprender de seu passado na prisão, no entanto esse laço permanece ainda com sua esposa Alex, que ainda permanece na prisão.
Sabemos que a Pipper não é uma personagem nada cativante, pelo contrário suas atitudes são irritantes e sua trajetória nem um pouco empolgante, mas agora que ela precisa se adaptar a uma vida de ex-detenta, encontramos questões e dilemas interessantes que nos instigam a acompanhá-la.
Paralelamente, vamos acompanhando a vida das outras detentas que ainda não tiveram um desfecho como Red, Nichols, Lorna, Ruiz, Diaz, Tystee, Doggtte e Suzanne, além disso conheceremos novas personagens que trazem questões novas e angustiantes como às imigrantes ilegais.
Achei o assunto da imigração super importante para o momento que vivemos, o retrato que vemos na série não é nada animador, pelo contrário é desanimados, triste e doloroso, porque entendemos melhor sobre a vida dessas pessoas e quantas injustiças passam pelo descaso do Estado para com seus cidadãos.
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| Divulgaç]ao Netflix |
A trama da imigração junto com o desenvolvimento do caso da Taystee quanto ao caso do Piscatella, foram os que mais deixaram-me abalada durante toda a série, sem contar os problemas enfrentados pela Red e Nichols.
Como eu adoro a relação dessas duas foi muito emocionante e lindo de ver o amor que uma tem pela outra, aliás em vários momentos também encontramos sororidade entre às detentas e uma questão que vale por toda temporada e além dela “ Será que todas merecem estar ali?”
É uma reflexão que traz julgamentos que pegam desde o passado das detentas até suas atitude dentro e fora da prisão que fazem uma diferença e um novo olhar sobre aquelas mulheres, vemos algumas que definharam, outras que se entregaram à corrupção e outras que estão simplesmente tentando se redimir pelos seus erros.
E foi esse, pra mim, o ponto alto da série, não a vida da Pipper, mas a trajetória das outras mulheres dentro da prisão. Outra questão também que já víamos por todas as temporadas era quanto aos guardas e o sistema que comandava a prisão, e finalmente vemos algumas justiças feitas nessa temporada.
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| Divulgação Netflix |
Quanto ao enredo como um todo, diria que a série cumpriu seu papel, precisava fechar as pontas soltas, porque já não tinha mais história para contar, era necessário finalizar. Quanto a essa finalização, não vou dizer que foi boa e fácil, os episódios intermediários dificultam um pouco a tarefa, mas os episódios finais valem a pena ser conferidos e são como recompensas pelos episódios extensos.
Apenas dois momentos foram impactantes e muito emotivos para mim, de eu chorar sem conseguir controlar, que foi uma cena dos episódios finais e as cenas dos créditos. Foi muito lindo ver a demonstração de carinho e respeito que os atores tiveram pela série e seus fã, porque somos nós que a mantemos e eles não deixaram de retribuir esse carinho conosco.
Então, se você ainda está com medo sobre a temporada final vale a pena conferir e se despedir das personagens.
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