Autor: Pablo Zorzi
Editora: Verus Editora
Páginas: 322
Gênero: Suspense
Ano: 2019
Adicione: Skoob
Onde comprar: Submarino | Saraiva | Amazon
Sinopse
Numa noite de 1977, o estudante de astrofísica Jerry Laplace vê sua vida virar do avesso quando, no Observatório da Universidade de Ohio, recebe o sinal Wow!, que finalmente pode comprovar a existência de vida extraterrestre.
Preso numa rede de intrigas e segredos, sem saber em quem confiar, Jerry precisa encontrar um meio de sobreviver enquanto é perseguido por agentes do governo que tentam a todo custo ocultar a descoberta.
Estava super curiosa e ansiosa para desbravar WOW! O Primeiro Contato do Pablo Zorzi, que esteve presente todos os dias de Bienal divulgando seu livro, além de todo o carisma e simpatia que o autor tinha com os leitores, a premissa do livro me chamou muita atenção, principalmente para quem ama ler um suspense.
Com uma narrativa eletrizante, Pablo Zorzi prende o leitor da primeira à última página nesta trama repleta de reviravoltas, que liga fatos reais do passado a uma história que envolve não apenas a possibilidade de vida fora da Terra, mas também lendas de antigas civilizações e sociedades secretas.
O que destacaria de cara no livro seria o primeiro capítulo que me deixou hiper, mega surpresa e vidrada com o baque dos primeiros acontecimentos do livro. Com toda certeza o capítulo inicial foi o mais marcante e isso faz toda diferença para que prenda o leitor na trama.
A narrativa é tão bem elaborada que a perseguição do governo contra Jerry Laplace nos faz embarcar em uma trama repleta de muitos mistérios, segredos e intrigas. Ao longo do enredo, fiquei igual ao Jerry sem saber em que confiar ou prever quem poderia traí-lo, a cada virada de página havia um novo conflito de interesses e novas jogadas de ambos os lados. Nada era previsível.
Aliás, a maioria dos os capítulos tinham uma ação ou algum problema que só era resolvido no capítulo seguinte, obrigando-nos a avançar com voracidade a cada página para entender melhor no que Jerry tinha se metido, e isso só fazia com que ficássemos numa eterna montanha russa de emoções, já que chegávamos no ápice do desespero e alívio com tanta facilidade e rapidez.
Fiquei tão confusa durante os acontecimentos quanto Jerry, era impossível prever os planos antes do personagem, ou seja, teríamos que acompanha-lo para entender melhor no que tinha se enfiado, seríamos uma espécie de leitor testemunha. Por ser um suspense, raramente conseguimos prever os movimentos do autor, no entanto, nessa história não tínhamos nem a noção da possibilidade do que poderia acontecer de fato e isso era o mais desesperador e também deixava a história mais empolgante com às muitas reviravoltas.
Acompanhar a fuga de Jerry, fez com que conhecêssemos outros personagens essenciais para a história, apesar de não haver muito desenvolvimento em suas características, ainda assim conseguimos identificar a individualidade de cada um através de suas ações, sendo fácil descrever com mais facilidade certos personagens.E um deles foi o Louis Kepler, que mesmo tendo um comportamento todo psicótico e problemático, o personagem tinha um jeito que me cativou e eu acabei me apegando ao personagem. Sem contar que ele foi o que mais me fez rir durante o enredo.
Além do livro ser todo trabalhado no suspense, há bastante ação que fez com que os capítulos fossem delirantes, já que não conseguia parar de ler, principalmente nos momentos de pura tensão ou quando Kepler ficava em perigo, nessas partes ficava super nervosa com ele e com as cenas em que os planos do grupo de Jerry davam errado e o agente Carl Linné vencia.
Além do mais, enquanto adorava Kepler, odiava Linné e por ser o vilão da trama isso só o deixava mais irritante e nutria zero sentimentos por sua pessoa. Sua única função era além de frustrar o leitor, estava ali para cumprir ordens e ser o personagem vilão que tinha seus ideais e era fiel a eles, não havendo possibilidade nenhuma de se corromper para o lado dos mocinhos.
A busca pelos sinais ficava cada vez mais perigosa, toda hora surgia um problema e as brigas entre a Irmandade e os federais ficavam cada vez mais intensas e mortais. O jogo de interesse que estava envolvido por trás dos sinais era tão bem arquitetado que ficava impressionada que um descuido pequeno ou até bobo podia trazer um estrago enorme.
A trama que antes parecia só algo simples: como Jerry iria lidar com a informação sobre o sinal recebido no Observatório, foi mostrando-se mais complicada do que parecia, envolvendo várias pessoas e entidades, nos alertando e fazendo perceber que essa descoberta era só o começo de um delicado labirinto de informações secretas.
Por ser um livro repleto de suspense e ação por envolver o governo, há muitas mortes, e várias delas sendo tão violentas que muitas vezes pegaram-me desprevenida, já que não imaginava que determinado evento teria um desfecho tão macabro ou sombrio. Acho que nunca tinha lido um livro com uma pegada igual a essa.
O livro é maravilhoso, li com tanto vigor que terminei a história mais rápido do que imaginava, no entanto o final não fez jus a sua grandiosidade, na realidade foi bem frustrante o último capítulo, já que diante de todas as possibilidades do que poderia ser o desfecho, não podia acreditar no que tinha acontecido.
Tudo bem que até entendi o ponto que o autor trouxe, achei super válido, porém ainda é necessário um segundo livro para dar explicações sobre questões que ficaram abertas, perguntas que precisavam ser respondidas e uma recompensa por todo o sofrimento que passei durante toda a leitura. Escrever o segundo livro não deve ser uma possibilidade, mas uma certeza, nem que o Pablo tenha que escrever um conto sobre o que ainda ficou em aberto.
Diante de todos esses fatores, não deixo de recomendar a leitura do livro que traz uma premissa interessante que vale a experiência.

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