Crítica | A Lavanderia

Divulgação Netflix

Chegou hoje à Netflix, o longa estreladíssimo que tem como trama o escândalo de 2015, conhecido como Documentos do Panamá que conta a história do vazamento de 11.5 milhões de documentos que detalhavam transações financeiras, envolvendo clientes e advogados em mais de 214.000 empresas de paraísos fiscais offshore, junto das identidades de acionistas e administradores. E concorreu junto com "Coringa" ao Leão de Ouro no Festival de Veneza.

Meryl Streep é Ellen Martin que durante as férias perde seu Marido em um acidente e a busca por justiça a conduz até um escritório de advocacia na Cidade do Panamá, administrado pelos sócios Jürgen Mossack e Ramón Fonseca; percebendo assim que a situação era muito mais além do que só um caso de seguro.

Antonio Banderas e Gary Oldman (incríveis), funcionam como mestres de cerimônia e quebram a quarta parede e se conectam diretamente com o espectador.

A narrativa "descolada" é um contraponto em meio a seriedade do assunto, tornando um tema tão sério, algo fluido e de fácil compreensão. (será?)

A teia construída por Steven Soderbergh incomoda, principalmente por se tratar de toda corrupção existente no mundo; contudo o longa poi si só, pode causar incomodo a quem assiste pelo simples fato de parecer um eterno jogo de morde-assopra. Salvo pelo discurso final que realmente emociona.

No conjunto da Obra, A Lavanderia tem uma ótima fotografia e uma trama realmente necessária que falha pela superficialidade.

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