EXPOCINE, o maior evento da América Latina voltado à indústria cinematográfica de exibição, distribuição e produção; 4 dias de programação com cursos, painéis e palestras, apresentações de distribuidoras e uma feira com mais de 70 expositores.
Foram mais de 20 palestrantes especializados no mercado de cinema de distribuição, exibição e produção, discutindo os assuntos mais relevantes do setor. Todas as palestras possuem tradução simultânea para PORTUGUÊS, INGLÊS e ESPANHOL, e ainda conta com acessibilidade, teve tradução em LIBRAS (palmas), além de todo o suporte para estrangeiros na feira. O evento contou com a presença da Secretária de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo e alguns dos nomes significativos do mercado audiovisual brasileiro.
No primeiro dia rolou dois curso de capacitação, o de “Negócios do audiovisual: planejamento, gestão e estratégia” que foi ministrado pela FGV; e o curso de “Marketing digital: atingindo o cliente em todas as telas” ministrado pela FAAP. Além da abertura oficial com onde rolou homenagem a personalidades do mercado. E o line-up da Galeria Distribuidora e da Sony Pictures.
O segundo dia de evento foi marcado pelo início das palestras, que foram apresentadas por intermédio da NEC; teve a palestra sobre “Análise de dados e engajamento: conhecendo melhor o seu público”, que teve como foco o uso de dados internos e externos para impulsionar um engajamento mais forte com o público do cinema. Além de outras com informações muito relevantes para o mercado. Um dos marcos do segundo dia foi a presença da Secretária de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo, que deu uma palestra sobre o desenvolvimento do audiovisual no estado e cidade de São Paulo.
Foi aberta também nesse dia a feira de exposições e os pitchings públicos, entrada do segmento de produção torna possível que produtores tenham espaço para pitchings com as principais distribuidoras do mercado. Entre as empresas já confirmadas que devem analisar os projetos estão O2 Play, Boulevard Filmes, Downtown Filmes, Elo Company, Globo Filmes, Pandora, Paramount Pictures, Disney, Galeria Distribuidora, Paris Filmes, Sato Company. Além de outras distribuidoras internacionais e nacionais. A ideia é que os produtores possam ter contato tanto com as majors de Hollywood quanto com as distribuidoras independentes brasileiras. “Este ano o evento teve como tema ‘O hub da tela grande’, por isso que os pitchings para produtores e distribuidores foram pensadas como uma ferramenta para impulsionar e unir a indústria”, conta Cris Guzzi, produtora do
evento.
O terceiro dia de palestra foi apresentado pela produtora de conteúdo Escarlet e, que trouxe uma nova perspectiva para a forma de elaboração e construção de conteúdo, já que a mesma vem com uma proposta inovadora pro mercado nacional. Além de produzir, eles trazem uma orientação e planejamento de projeto, vendo como uma ideia pode ser utilizada e nunca descartada. E também contou com os line-ups da Warner Bros., Walt Disney Motion Pictures e Paris Filmes. No final do terceiro dia ainda teve uma festa para comemorar os seis anos de Expocine.
O último dia foi orquestrado pela Projetelas, dou destaque aqui a palestra que falou sobre a pesquisa realizada para a elaboração do roteiro do filme sobre o assassinato do prefeito de Santo André, Celso Daniel. As entrevistas, os mais de 40 volumes do processo judicial, os encontros com promotores, delegados e familiares, as curiosidades e as impressões sobre a história de um crime que, 17 anos depois, ainda intriga o país. Foi discutido sobre acessibilidade, e como é importante abrir espaço para as minorias e assim ampliar o público nos cinemas.
Em tempos sombrios como os que enfrentamos no Brasil, a Expocine vem para nos lembrar também do valor de negócio que tem o cinema. O mercado cinematográfico latino-americano tem crescimento constante, tornando-se um dos mais importantes do mundo. De acordo com o Observatório Brasileiro do Cinema e do Audiovisual, o público em salas de exibição no Brasil foi de 161 milhões de pessoas, sendo que mais de 20 milhões de ingressos foram vendidos para produções brasileiras. Além do crescimento de salas, que em solo nacional passou de 1.500 para 3.000.


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