Crítica | Dois Papas

A Netflix, este ano foi com tudo para a temporada de premiações, e os longas que estão na disputa, com os mais variados temas, possuem uma qualidade realmente excepcional e ganharam grande destaque e força ao serem indicados ao Globo de Ouro. Dois papas do diretor Fernando Meirelles, é um deles.

Dois Papas se inspira em fatos reais, onde acompanhamos o conservadorismo do Papa Bento XVI e o Cardeal Jorge Mario Bergoglio (Atual Papa Francisco) com sua ideologia progressista.

A trama se passa logo após a morte do Papa João Paulo II, e transcorre com uma grande crise que assola o Vaticano. Sem saber lidar com o afastamento dos cristãos, o Papa Bento acha em Jorge Mario Bergoglio o conforto e a compaixão para o que estava em seu coração. Carregados de culpa e dispostos  a fazer dos cristianismo um espaço que abraça todos, o longa se desenvolve.

Pryce e Hopkins estão impecáveis, tanto nos diálogos quanto na caracterização que está surreal, fazendo até mesmo a nossa mente confundir quando são exibidas cenas reais intercalando com as ficcionais.

Dois papas não vai agradar a todos, isso é fato. seja pela narrativa lenta ou pelo discurso político. Mas é válido enlatecer os diálogos pontuais, leves e com um sutil toque de humor que equilibra o drama.

O longa é um grande presente neste fim de 2019, sobre dois homens que encontram o equilíbrio em suas crenças. No momento de intolerância que vivemos é um ótimo exercício de reflexão.

Dois Papas já está disponível na Netflix


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