MULHER-MARAVILHA 1984 | Gal gadot e Patty Jenkins falam sobre representatividade, cenas favoritas e muito mais. Confira!
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| Foto: Paula Ramos |
2020 ainda está em seu terceiro dia, mas estamos nos recuperando do que aconteceu no fina de 2019. Durante a CCXP, tivemos o prazer e a oportunidade de poder ficar frente a frente com Gal Gadot e Patty Jenkins. A convite da Warner Bros., estivemos presente na coletiva de imprensa de Mulher Maravilha 1984, que aconteceu no dia 8 de dezembro, em São Paulo.
Nos apaixonamos por Gal em uma tela de cinema, interpretando uma de nossas heroínas favoritas. Na presença da atriz, é possível se apaixonar em segundos. Acompanhada de Patty, a dupla deu uma aula sobre feminismo e representatividade durante a coletiva, sem muito esforço. A relação de amizade que existe ali é visível, principalmente na troca de olhares e gargalhadas trocadas entre Patty e Gal.
Quando perguntada a respeito de sua relação com a heroína da DC, Jenkins era só sorrisos:
Eu sou apaixonada pela personagem desde criança (MM) e adorei fazer o primeiro filme. Mas é algo que sempre precisei ter cuidado. ‘Eu amo esse personagem, então o que nós não podemos fazer?’ Foi uma combinação de ser uma fã da Mulher Maravilha e querer estar com ela, me sentir na presença dela. E é engraçado, pois a heroína só surge efetivamente no final do filme. Eu estava ansiosa para enfim mostra-la com todo o seu poder. Gal e eu pensamos muito sobre isso. Nós não queríamos mostrar mais do mesmo e fazer as pessoas ficarem entediadas.
A diretora se revelou uma grande fã dos heróis, não apenas nos filmes. Jenkins aproveitou ainda para comentar um pouco mais sobre a relação entre o primeiro e o segundo capítulo da franquia.
O que eu amo dos quadrinhos é que eles são capazes de contar inúmeras histórias. Foi maravilhoso poder ir para esse novo período. Fazer durante a Primeira Guerra Mundial foi pesado e foi ainda mais pesado abordar aquilo. Agora está muito divertido, pois podemos filmar no mundo moderno.
Nada nesse segundo é uma reação ao primeiro. Trazer o Steve de volta, por exemplo, se mostrou necessário para o que queríamos contar. Enquanto gravávamos, percebi o tipo de história que eu queria e para isso foi preciso trazer Steve Trevor de volta.
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| Foto: Paula Ramos |
A grande estrela da coletiva mostrou, mais uma vez, o porquê de ser a heroína dos cinemas da DC. Gal comentou sobre o significado que Diana trouxe para sua vida pessoal e arrancou aplausos de quem estava presente.
Ouvir e receber o feedback de pessoas aleatórias ao redor do mundo , sobre como o filme afetou a vida delas, ou suas filhas e filhos, é um privilégio maravilhoso. Eu tivemuita sorte.
A primeira vez que eu assisti a Mulher Maravilha: 1984, eu não me senti como Gal Gadot, a atriz. Eu voltei a ser uma garotinha, no subúrbio de Israel, impressionada por não ter visto algo desse tipo antes. Lembro de perguntar ao meu marido o que ele sentiu em determinada cena, pois eu sabia que o significado para mim teria sido muito diferente. E me sentir essa garota, vendo aquela mulher fazendo todas aquelas coisas, isso é muito importante.
Durante o trailer, é possível presenciar uma das principais cenas do filme. A mesma se passa em um shopping norte-americano, onde Diana dá um show com seus movimentos de luta e seus trejeitos com o Laço da Verdade. Gal revelou ter sido uma de suas cenas favoritas.
Acho que foi maravilhoso filmar um filme na década de 80, há tantos elementos ótimos desse período. Desde o estilo de cabelo ao que usamos, o guarda-roupa era maravilhoso. E os sets...os sets foram incríveis, eles eram tão grandes e reais. Um deles se passa em um shopping nos Estados Unidos e foi sensacional, porque tínhamos mais de 200 pessoas conosco e todas estavam de acordo com a época. Parecia que tínhamos voltado no tempo.
Ao final, Patty emocionou a todos com uma resposta. A diretora foi questionada a respeito da representatividade da mulher no gêneros dos super-heróis e o que veio em seguida não poderia ter sido melhor.
Acho que uma das razões pelas quais tivemos sucesso fazendo o filme, é o fato de que nunca passou pela minha cabeça ser um gênero masculino. Eu sei que é, tecnicamente os números são maiores com a audiência masculina, mas quando eu vi Superman quando criança, foi um dos momentos mais importantes da minha vida. Então eu realmente nunca pensei ser algo masculino.
Eu amo filmes de super-heróis e eu sou uma mulher. Super-heróis são para todos, são a melhor metáfora que temos hoje em dia para contar histórias. E nós estamos contando a nossa, de uma mulher, com seu próprio ponto de vista. E eu acho incrível que tenham me falado um dia que não faria sucesso. Olha a quantidade de mulheres vestidas de Mulher Maravilha. Eu nunca senti que precisava provar nada.
Um discurso deles precisa ser emoldurado e divulgado ao mundo! Que mulher!
Mulher-Maravilha 1984 chega aos cinemas em junho de 2020.
Por Paula Ramos
Por Paula Ramos


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