Crítica | O Chamado da Floresta

 
Fonte: 20th Century Fox


E mais uma vez lá fui eu assistir a um filme com cachorro, não posso ver um que já fico com o coração quentinho e o os olhos mareados, posso adiantar que não foi diferente no novo longa estrelado por Harrison Ford, o remake de "Um cão Chamado Buck", "O Chamado da Floresta", primeiro longa produzido pela 20th Century Fox após sua compra pela Disney.

No filme somos apresentados a Buck, um cachorro com um tamanho maior que o esperado, afinal ele é nada mais nada menos que uma mistura de São Bernardo com Pastor de Shetland, e com um temperamento um tanto quanto travesso. De início conhecemos a pacata e perfeita vida do cachorro na Califórnia, extremamente paparicado pelo juiz da cidade. Buck tinha tudo que sonhava e precisava.

Sua vida canina muda por completo quando numa noite, após ficar de castigo na varanda, ele é raptado e vendido por um caçador de recompensas para uma quadrilha de venda cães para puxadores de trenó. Agora imagina, você acostumado com o sol quentinho e é levado para uma cidade no Canadá com muito gelo. A adaptação é surreal. Uma das cenas que eu guardei no portinho foi quando ele pisa a primeira vez na neve, claramente uma das coisas mais fofas que vi.

Ao ser comprado para fazer parte de uma matilha de cães cuidados por um bom homem e sua esposa que são entregadores de carta ao longo de circuito onde a entrega é um pouco complexa. A primeira vista tudo ia ser um desastre, até que Buck pega o jeito e como no mundo humano acaba gerando inveja e competição entre a matilha.

Em uma reviravolta, Buck acaba nas mãos de Jack, personagem de Ford, que supera seus próprios traumas para ir ao resgate de Buck, e ali acaba nascendo uma linda amizade. Onde a dupla decide desbravar a floresta de Yukon, rota essa que foi premeditada pelo filho falecido de Jack. 

Em meio a essa expedição eles encontram uma cabana e ali criam raiz, é nesse momento que Buck acaba conhecendo uma espécie que nunca tinha visto antes e se sente atraído pela espécie, que nada mais são que lobos selvagens. Passando parte do dia com eles e a noite com Jack, Buck consegue dividir sua vida entre os dois mundos e aprende e conhece o seu eu verdadeiro. 

Um filme com uma mensagem de aprendizagem e de ensinamento, além é claro de a amizade entre um humano e um cão. Uma curiosidade, o Buck foi todo feito em CGI, foi tão bem feito que não notamos esse fato durante o filme. Para quem gosta de ler, o longa também foi baseado no livro "Um chamado da Selva". Um filme ótimo para assistir com a família.

O filme estreia dia 20 de fevereiro

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