Crítica | Lost Girls - Os Crimes de Long Island


Lost Girs: Os Crimes de Long Island é mais recente filme original Netflix, que chegou na plataforma. Baseado em fatos reais, descritos no best seller homônimo de Robert Kolker e selecionado para o Festival de Sundance, o filme aborda o desespero de uma mãe cuja filha está desaparecida.

A trama acompanha, Shannan Gilbert, que desaparece misteriosamente. Sua mãe Mari, embarca em uma jornada sombria em busca de respostas. Essa jornada a coloca cara a cara com revelações duras sobre a filha, sobre si mesma e com preconceito policial. Tudo piora quando corpos de outras meninas começam a surgir na mesma região.

No contexto geral, a premissa é incrível, e o filme é realmente bom. No entanto, acaba por ser tratado com tanta superficialidade que se torna esquecível. O que é um pecado, pois nas mãos de Liz Garbus, a produção teria potencial para muito mais. Outro ponto questionável da narrativa, é a facilidade que Mari acessa os suspeitos ou descobre locais. Mesmo que baseado em fatos reais, é ilógico.

A Fotografia do filme é muito interessante e significativa, e as cores conversam com a intensidade das emoções. Contudo, a edição torna a contação de história confusa, não há perspectiva temporal, exceto mais próximo ao final quando há a passagem de um ano… Mas, e até ali. Quanto tempo se passou?

Amy Ryan consegue transmitir com maestria todos os sentimentos, desde a dor até a raiva. Mesmo com seu caráter posto à prova é impossível não se ter empatia, o que fica ainda mais latente quando nos créditos é revelada a situação atual de Mari.

Lost Girls é daquelas obras que se faz necessário um maior aprofundamento das questões, pois são tantos problemas e tantos pré conceitos enraizados que seria necessário mais horas, como, por exemplo uma minissérie.

O filme já está disponível na Netflix.

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