Título: Malorie
Autor: Josh Malerman
Editora: Intrínseca
Páginas: 288
Gênero: Ficção
Ano: 2020
Sinopse: Doze anos se passaram desde que Malorie e os filhos atravessaram o rio com vendas no rosto, mas tapar os olhos ainda é uma regra que não podem deixar de seguir. Eles sabem que apenas um vislumbre das criaturas pode levar pessoas comuns a uma violência indescritível.
Ainda não há explicação. Nenhuma solução. Tudo o que Malorie pode fazer é sobreviver... e transmitir aos filhos sua determinação. Não se descuidem, diz a eles. Fiquem vendados. E NÃO ABRAM OS OLHOS. Quando eles tomam conhecimento de uma notícia que parecia impossível, Malorie se permite ter esperança pela primeira vez desde o início do surto. Há sobreviventes. Pessoas que ela considerava mortas, mas que talvez estejam vivas. Junto dessa informação, porém, ela acaba descobrindo coisas aterrorizantes: em lugares não tão distantes, alguns afirmam ter capturado as criaturas e feito experimentos. Invenções monstruosas e ideias extremamente perigosas. Além disso, circulam rumores de que as próprias criaturas se transformaram em algo ainda mais assustador.
Malorie agora precisa fazer uma escolha angustiante: viver de acordo com as regras de sobrevivência que funcionaram tão bem até então, ou se aventurar na escuridão e buscar a esperança mais uma vez.
Josh Malerman retorna mais uma vez em sua incrível história que revolucionou a indústria. Após a estreia de Bird Box na Netflix, o longa quebrou o recorde de produção mais assistida da plataforma, um feito que é para poucos. E após o final em aberto de Caixa de Pássaros, o autor resolveu dar progresso num possível desfecho dessa história que ele já havia idealizado tempos atrás.
Em Malorie vemos a história começar dois anos depois do primeiro livro. Ali na escola para cegos onde ela e seus dois filhos se alojam, porém em poucas páginas o caus já se instaura e Malerman cria uma narrativa intensa e até mesmo claustrofóbica desde as primeiras páginas. Passando desse momento, vemos mais um salto de dez anos. Nessa fase, nossos protagonistas já estão estabilizados em um acampamento que encontraram com provisões, e Tom e Olympia - agora não mais crianças - são adolescentes bem desenvolvidos e com habilidades que somente a criação em meio esse mundo apocalíptico pode proporcionar.
Ainsa é um mistério o surgimento e os demais poderes das criaturas, e isso atormenta a vida dos personagens ainda mais a acada dia. Falando sobre os personagens da história, Tom é um rapaz que está inconformado com a situação deles que segue a mesma de sempre e sem nenhum sinal de mudança. Ele não quer que a mãe comece uma revolução, mas quer apenas ver dela uma atitude de procurar saber como as coisas estão agora, coisa que Malorie não se atenta.
Ela está com diversas sequelas, psicológicas principalmente, que esse mundo a causou. Após o episódio com Gary no primeiro livro ela não consegue confiar em nenhuma pessoa que tente se aproximar dela e seus filhos. Ambos entendem as questões da mãe, mas ainda não é suficiente. Já Olympia é uma menina muito esperta e o meio termo dos dois, ela é muito centrada e tenta ser sempre o elo mais coerente entre os dois.
Malerman se superou nessa história nos quesitos de escrita e desenvolvimento do universo apenas com os ouvidos. O leitor é emergido desde a primeira página e a cada capítulo as situações vão se tornando ainda mais delicadas e você lendo perde o fôlego com tantas reviravoltas que vão acontecendo durante a leitura. Porém, a partir de 80% do livro, percebe-se que o autor está na reta final da história e acrescenta diversos elementos que acabaram sendo um pouco confusos. De qualquer forma, não diminuiu a qualidade da trama que rendeu uma avaliação de 4 estrelas.
Com uma trama repleta de altos e baixos, Malorie vai agradar bastante os leitores de suspense e prova que é um trabalho bem produzido e que vai além de autores que querem lucrar após uma de suas histórias estourarem na mídia.
Autor: Josh Malerman
Editora: Intrínseca
Páginas: 288
Gênero: Ficção
Ano: 2020
Sinopse: Doze anos se passaram desde que Malorie e os filhos atravessaram o rio com vendas no rosto, mas tapar os olhos ainda é uma regra que não podem deixar de seguir. Eles sabem que apenas um vislumbre das criaturas pode levar pessoas comuns a uma violência indescritível.
Ainda não há explicação. Nenhuma solução. Tudo o que Malorie pode fazer é sobreviver... e transmitir aos filhos sua determinação. Não se descuidem, diz a eles. Fiquem vendados. E NÃO ABRAM OS OLHOS. Quando eles tomam conhecimento de uma notícia que parecia impossível, Malorie se permite ter esperança pela primeira vez desde o início do surto. Há sobreviventes. Pessoas que ela considerava mortas, mas que talvez estejam vivas. Junto dessa informação, porém, ela acaba descobrindo coisas aterrorizantes: em lugares não tão distantes, alguns afirmam ter capturado as criaturas e feito experimentos. Invenções monstruosas e ideias extremamente perigosas. Além disso, circulam rumores de que as próprias criaturas se transformaram em algo ainda mais assustador.
Malorie agora precisa fazer uma escolha angustiante: viver de acordo com as regras de sobrevivência que funcionaram tão bem até então, ou se aventurar na escuridão e buscar a esperança mais uma vez.
Josh Malerman retorna mais uma vez em sua incrível história que revolucionou a indústria. Após a estreia de Bird Box na Netflix, o longa quebrou o recorde de produção mais assistida da plataforma, um feito que é para poucos. E após o final em aberto de Caixa de Pássaros, o autor resolveu dar progresso num possível desfecho dessa história que ele já havia idealizado tempos atrás.
Em Malorie vemos a história começar dois anos depois do primeiro livro. Ali na escola para cegos onde ela e seus dois filhos se alojam, porém em poucas páginas o caus já se instaura e Malerman cria uma narrativa intensa e até mesmo claustrofóbica desde as primeiras páginas. Passando desse momento, vemos mais um salto de dez anos. Nessa fase, nossos protagonistas já estão estabilizados em um acampamento que encontraram com provisões, e Tom e Olympia - agora não mais crianças - são adolescentes bem desenvolvidos e com habilidades que somente a criação em meio esse mundo apocalíptico pode proporcionar.
Ainsa é um mistério o surgimento e os demais poderes das criaturas, e isso atormenta a vida dos personagens ainda mais a acada dia. Falando sobre os personagens da história, Tom é um rapaz que está inconformado com a situação deles que segue a mesma de sempre e sem nenhum sinal de mudança. Ele não quer que a mãe comece uma revolução, mas quer apenas ver dela uma atitude de procurar saber como as coisas estão agora, coisa que Malorie não se atenta.
Ela está com diversas sequelas, psicológicas principalmente, que esse mundo a causou. Após o episódio com Gary no primeiro livro ela não consegue confiar em nenhuma pessoa que tente se aproximar dela e seus filhos. Ambos entendem as questões da mãe, mas ainda não é suficiente. Já Olympia é uma menina muito esperta e o meio termo dos dois, ela é muito centrada e tenta ser sempre o elo mais coerente entre os dois.
Malerman se superou nessa história nos quesitos de escrita e desenvolvimento do universo apenas com os ouvidos. O leitor é emergido desde a primeira página e a cada capítulo as situações vão se tornando ainda mais delicadas e você lendo perde o fôlego com tantas reviravoltas que vão acontecendo durante a leitura. Porém, a partir de 80% do livro, percebe-se que o autor está na reta final da história e acrescenta diversos elementos que acabaram sendo um pouco confusos. De qualquer forma, não diminuiu a qualidade da trama que rendeu uma avaliação de 4 estrelas.
Com uma trama repleta de altos e baixos, Malorie vai agradar bastante os leitores de suspense e prova que é um trabalho bem produzido e que vai além de autores que querem lucrar após uma de suas histórias estourarem na mídia.

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