Crítica | Mulher Maravilha 1984


 Finalmente após tantas mudança de datas por conta da pandemia de Covid-19, tivemos a oportunidade de assistir Mulher Maravilha 1984 e tanta expectativa acumulada pode ser perigoso para o expectador, mas Patty Jenkins serviu um trabalho ótimo a altura do primeiro filme e até mesmo melhor em diversos momentos. O longa que será lançado na próxima semana nos EUA no HBOMAX (plataforma de streaming da HBO) e ao mesmo tempo nos cinemas, foi adiantado para nós desprovidos do serviço de streaming.

Após Mulher Maravilha de 2017 a aposta mais bem feita pela DC, vimos como a indústria resolveu investir novamente em filmes de e por mulheres. No primeiro filme vimos Diana no nosso mundo em meio aos anos 1950 e uma guerra assolando a todos. Uma verdadeira integração da deusa na nossa cultura, com cenas divertidas, intensas e principalmente algumas de tirar o fôlego. Em 1984 a atmosfera é completamente diferente, mas ao mesmo tempo vemos esses mesmos traços da produção de Jenkins se repetir. 

Agora em meio aos anos 1980, Diana é quem está situada com o mundo e desde o começo do filme ela prova sem esforços ser perfeita em tudo o que se propõe. A cena inicial do longa, as olimpíadas das amazonas é de um trabalho excepcional não só por parte da personagem, mas principalmente por parte da produção que prezou cada detalhe e em uma sequência de momentos intensos que você vibra a cada obstáculo ultrapassado pela jovem Diana. Nesse momento vemos também que o filme entrega um pouco da mensagem que a história vai nos passar no decorrer do longa, o que é intrigante e excitante, principalmente quando se vê diversas referências dos quadrinhos no decorrer do filme que faz os fãs de HQs surtarem em inúmeras cenas.

Mais uma vez vale grifar o quão bem feito é esse filme, a produção não mediu esforços para entregar um trabalho bem feito em sua finalização, desde o não uso de chroma key como a própria diretora já comentou em diversas entrevistas, altos e baixos da nossa protagonista que a torna ainda mais humana requereu mais da atuação de Gal Gadot, que claro não deixa a desejar em nenhum momento e só se prova o quanto ela vive e muito bem a personagem em qualquer circunstância.

Muitos acertos, mas como nem tudo é perfeito vemos alguns defeitos no roteiro. Situações no decorrer da trama possuem algumas resoluções muito rápidas e pouco justificadas, coisas que poderiam ter sido trabalhadas de uma forma melhor em cada cena, criando uma construção para sua justificativa no momento necessário. Outro ponto é o uso do antagonista nessa história, que sem querer dar muitos detalhes para não estragar a experiência de ninguém, mas digamos que algumas estrelas brilham mais do que outras nesse caso.

Pedro Pascal é inegavelmente um destaque mais que positivo do filme, sua atuação como Max Lord é realmente impressionante e é realmente muito bom ver o ator como destaque em várias produções atualmente. Kristen Wiig como Mulher Leopardo (que desde o seu primeiro visual despertou insegurança por parte do público após vermos humanos como gatos em Cats) também trabalha muito bem em cena, mesmo sua personagem não tendo sido muito bem aproveitada. E por último, mas não menos importante é a volta de Steve Trevor. O uso de Chris Pine funcionou muito bem para a história, principalmente para gerar momentos cômicos e intensos entre ele e Diana e claro possui uma explicação plausível para o retorno do mesmo. 

Mulher Maravilha 1984 é um filme que chega ser pecado assisti-lo em casa, com cenas de ação muito bem produzidas, lutas que exploram todo o potencial da nossa personagem, esses momentos no cinema carregam uma intensidade que somente o ambiente das telonas consegue passar como deveria. De qualquer forma, se proteja acima de tudo e indo ao cinema respeite todos os protocolos de segurança. 

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