Moxie é a mais nova produção original Netflix, que chega no próximo dia 3 à plataforma. O longa adapta o livro de mesmo nome de Jennifer Mathieu, e foca no poder da força feminina.
"Não queremos incorporar a voz de outras pessoas, ne padrões do que é certo ou errado. Acredito com toda a força, que as mulheres representam uma força revolucionária, que pode e vai causar uma transformação no mundo"
A frase dita acima é a fonte de inspiração para nossa protagonista, Vivian, uma secundarista, melhor amiga de Claudia; que no primeiro dia de aula se depara com situações sexistas. Enfurecida com o comportamento grosseiro do astro do futebol Mitchell, ela então se inspira na personalidade de protesto há muito esquecida de sua mãe e cria o Moxie, um fanzine de empoderamento feminino, que incentiva, não somente a união das meninas da instituição, como também que façam suas vozes serem ouvidas. O que é irônico, já que Vivian tem sério problemas de se comunicar em público.
Tal característica de Vivian fica claro em seu roteiro, que a aprofunda como uma personagem totalmente falível, suas atitudes, muitas das vezes são vistas como hipócritas, especialmente quando a crescente consciência feminista entre as meninas na escola não se reflete.
A medida que a visibilidade do Moxie cresce, Vivian se aproxima da nova aluna Lucy, cuja fama é não baixar a cabeça para o patriarcado; e do pró-feminista Seth; o que acaba abalando sua amizade com Claudia.
Claudia aborda o fanzine e o movimento feminista da escola de maneira mais reservada, chegando a se sentir negligenciada pelo novo status de Vivian como revolucionária. A relação das duas gera uma cena, que para mim é uma das melhores do filme, onde fica claro que a forma pela qual Claudia age, na verdade vem de suas raízes asiáticas.
Se você pensa que verá um filme estilo comédia romântica, pode desistir. Com uma pegada jovem, ele aborda assuntos atuais e igualmente necessário no âmbito social. O filme aborda o machismo estrutural, a diversidade, o bullying e o estupro, mas faz tudo de forma fluida e com uma linguagem que todos os públicos entenderão.
Definitivamente Moxie não é uma produção para os que costumam diminuir causas sociais. Ele emociona e instiga na mesma medida, acende o alerta no extremismo e clama para que façamos algo, nos dizendo: "A revolução está nos pequenos gestos". E ela está só começando.
Moxie estreia dia 03 de março na Netflix.

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