Resenha | Filhos de Virtude e Vingança

Título: Filhos de Virtude e Vingança
Autor: Tomi Adeyemi
Editora: Fantástica Rocco
Páginas: 432
Gênero: Fantasia
Ano: 2020
Adicione: Skoob
Sinopse: 
Filhos de virtude e vingança é a continuação de Filhos de sangue e osso, primeiro livro da trilogia de fantasia O legado de Orïsha, escrita por Tomi Adeyemi, que é baseada na cultura iorubá. No segundo volume da série, depois de enfrentar o impossível, Zélie e Amari conseguiram trazer a magia de volta para Orïsha. Entretanto, o ritual foi mais poderoso do que elas imaginaram e os poderes reapareceram não somente para os maji, mas também para todos que tinham ancestrais mágicos. Agora, Zélie se esforça para unir todos os maji em uma Orïsha onde o inimigo é tão poderoso quanto eles. Quando a realeza e os militares formam uma aliança perigosa, Zélie precisa lutar para garantir o direito de Amari ao trono e proteger os novos maji da ira da monarquia. Com uma guerra civil iminente, Zélie tem uma missão: encontrar uma forma de unir o reino ou assistir a Orïsha ruir.

Filhos de Vingança e Virtude era um dos livros que eu mais aguardava no último ano. Após o final eletrizante do primeiro volume dessa trilogia, Tomi Adeyemi conseguiu segurar a hype de qualquer leitor lá no alto para a sequência, o que é algo bom; mas ao mesmo tempo também é ruim. Expectativa demais pode ser uma faca de dois gumes, e no caso de Filhos de Virtude e Vingança ela cortou para o pior...

A autora consegue manter toda a experiência do universo de Grisha, as ambientações, a energia da magia do universo em si. Porém, esse foi o maior e se não o único ponto positivo do livro. Agora vemos a trama em três pontos de vista, Zélie, Amari e Inan. O que com certeza da margem para explorar muito mais a cabeça desses personagens e as justificativas para os seus atos cometidos ao decorrer desse volume, porém, Adeyemi nem isso soube trabalhar. O resultado foram personagens rasos que não evoluem em nada junto com sua jornada. 

Outro ponto do livro foi a queda em clichês, a maioria das batalhas, falas e motivações vimos igual no primeiro volume. O que chega ser uma decepção a falta de inovação por parte da autora. Porém, de positivo temos o início da trama que começa ali momentos depois do final do primeiro volume. Todo o calor do momento e o êxtase de imaginar para onde eles vão e o que vão enfrentar, mas infelizmente isso acaba com o decorrer do livro e você sente algo parecido de novo somente no epílogo do livro que dura o total de seis parágrafos. 

Apesar da constante sensação de que o livro foi escrito às pressas e por isso ela acabou caindo nessas ciladas, nos resta torcer para que a autora veja onde errou e que não se repita no terceiro volume e conclusão da saga. O que nos faz pensar também que, agora com a obra sendo adaptada pela Disney, se Adeyemi resolver expandir a saga embarcando na hype do filme, o resultado pode ser mais desastroso ainda.

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