Crítica | LA CASA DE PAPEL 5 - Parte 1


Desde quando LA CASA DE PAPEL estreou, ela se tornou um fenômeno. E quem poderia imaginar, que uma história, contada na perspectiva de ladrões que realizariam um dos maiores assaltos à casa da moeda da Espanha, ganharia o mundo e daria voz a tantas minorias que só queriam ser ouvidas.

O macacão vermelho se tornou um ato de resistência, ao redor do planeta, se tornou um manifesto silencioso de pessoas que tinham muito a dizer. O que começou com uma série que criticava o sistema político espanhol, serviu de alerta para outros sistemas nos demais locais do globo.

Foram muitos capítulos, e o que era uma temporada pra TV, ganhou mais espaço com a Netflix, quanto teve seu direitos comprados, mais temporadas viriam para o público. Mas o que mais eles precisam dizer? Nos nos perguntamos, e agora, com a primeira parte do quinto ano do show, eu respondo MUITO!


O que veio a seguir foi uma cascata de reação acerca dos eventos do assalto à casa da Moeda. Com Rio capturado, veríamos um novo plano acontecer, mais ousado e mortal, e com uma inspetora que não mediria esforços para capturar todos.

E em meio ao caos, novas críticas seriam exploradas. Entre elas, a tortura de presos, quão inescrupulosos pode ser a força policial para chegar aos fins, sem precisar justificar os meios, a desqualificação do trabalho feminino, a Homofobia... 

E com isso novas resistências se levantaram, com a introdução de personagens que traziam representatividade à trama, LA CASA DE PAPEL se mostrou uma ode à força feminina, e de como elas podem ser muito mais, e não somente mostrou como um grupo de excluídos [gays, trans, latinos, entre outros] pode ser a voz de muitos.

Quando eu penso da quinta temporada de La casa de papel, penso em tudo isso, dito acima, mas penso também de como a podridão que vemos em nosso país não é algo exclusivo, o mesmo acontece na grama do outro, às vezes em níveis ainda maiores.

Penso que o amor, tenha ele nascido da pior maneira possível, nos da força mais do que pensamos.

Mas, penso definitivamente que ninguém é completamente ruim, e muitas das vezes isso é tão somente uma máscara que ele assume pra si, que chega a ser difícil tirar.

Como prometida, o começo do fim de La casa de Papel, foi mais intenso, mais feroz, mais mortal e nos arrancou muitas lágrimas... Trouxe a temática do trauma, que ainda não tinha sido muito explorada, e como isso pode vira a influenciar o grupo... No entanto, a experiência desta quinta temporada, nos faz refletir, sobre as inúmeras vidas que podemos viver dentro de uma única e de como podemos nos reinventar depois de cada queda, ou perda.

Não faço ideia de como essa história vai acabar, nem teorias vem à mente... contudo o final escolhido, mostra uma coragem de direção e roteiro, que nunca achei que veria. Mal posso esperar.

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