LCDP 5 | Crítica


Como prometido, o começo do fim de La casa de Papel, foi mais intenso, mais feroz, mais mortal e nos arrancou muitas lágrimas… Trouxe a temática do trauma, que ainda não tinha sido muito explorada, e como isso pode vira a influenciar o grupo… No entanto, a experiência desta quinta temporada, nos faz refletir, sobre as inúmeras vidas que podemos viver dentro de uma única e de como podemos nos reinventar depois de cada queda, ou perda.

Já esta última leva de episódios que chegou hoje, 03 de dezembro na Netflix… Verte para um outro âmbito da narrativa. Se a parte 1 foi explosiva,  esta foi fundo na ferida social, além de abordar o lado escondido do professor.

Nestes. últimos episódios podemos ver ainda mais críticas ao patriarcado dentro das grandes corporações; e como estas vivem de aparências.

Confesso que achei a conclusão, incrivelmente previsível, mesmo que emocionante de alguma forma. Além de acreditar que muitas nas problemáticas inseridas foram resolvidas se utilizando de alguns facilitadores que não faziam muito sentido. Mesmo ainda achando LCDP genial, essa genialidade faltou em muitos momentos, onde esperávamos o professor tirar alguma carta da manga.

Por falar em professor, a metáfora de que todas as máscaras são a forma do professor esconder a realidade do que sempre foi, a resistência! E mesmo tendo morrido, Tóquio não deixou de ser relevante, servindo não somente como narradora, mas também como àquela voz de incentivo na cabeça no Professor.

Gostaria de destacar que para mim um dos maiores pontos positivos foi a relação entre o Professor e a Sierra. Que dinâmica incrível! Uma pena que tenha sido aproveitada por tão pouco tempo. 

Em suma, a série encerrou brilhantemente. Essas temporadas eram necessárias? Para o contexto da obra, não! Mas nós fãs amamos, então LCDP nunca é demais. E mesmo apostando mais na nostalgia, e com menos potência a mensagem deste show nunca perde a relevância. LCDP sempre foi sobre o governo e a corrupção dos que os cercam; e entender a importância que nós enquanto população temos é a nossa principal lição. Que sejamos, sempre, a resistência!

Comentários