CRÍTICA | Os caras malvados


Os caras malvados é uma animação voltada para o público infantil, seus traços brincam com alguns estilos de animação 3D e em certos momentos traz referências de técnicas de animações 2D. Algo que acredito ser muito característico do diretor Pierre Perifel.

Mesmo essa sendo sua primeira direção, ao analisarmos os trabalhos anteriores do animador podemos ver a sua raiz no hibridismo entre os dois modelos de animação. O diretor já atuou como supervisor de animações como "Kung Fu Panda" e "O Segredo dos Guardiões''.

Em "Os Caras Malvados'' somos apresentados a uma gangue de exímios vilões, os maiores, mais conhecidos e mais populares personagens do mal das histórias mais tradicionais do mundo.

Na nova comédia de ação da DreamWorks Animation, baseada na série de livros best-seller do New York Times, uma equipe de animais fora da lei e peritos em golpes, está prestes a tentar o seu golpe mais ousado – tornarem-se cidadãos modelo.

A narrativa não traz nada de inovador, no entanto não deixa de ser uma produção que capta sua atenção. Desde o começo do filme é possível compreender as referências que a equipe teve para execução do projeto, bebendo de filmes tradicionais do Tarantino e tendo a ação clássica de "Onze Homens e um Segredo'', ou o clássico movimento preciso de "Missão Quase Impossível".

(Quero contar um segredinho para vocês, eu fiquei apaixonada pelo Lobo. Quem não gosta de um moreno sarcástico e perigoso?)

A trilha sonora também é cativante tendo poucos momentos de cenas musicais, mas os que tem são suficientes para te fazer dançar na cadeira.

Trazendo temáticas com intuito de incentivar a reflexão para crianças em volta da temas como os preconceitos estabelecidos, o filme mostra que não precisamos ser aquilo que a sociedade acredita que somos, que podemos escolher no nosso próprio caminho, trilhar a nossa própria história e escrever o nosso próprio destino. Também nos traz a importante lição de que melhor do que sair por cima das pessoas sempre, é ter uma consciência limpa; e que por vezes arcar com as consequências dos seus atos é o melhor caminho para se conseguir a paz.

Eu não estou falando dessa paz super desejada e nunca alcançada, mas da tranquilidade de ter em mente que apesar de não ser perfeito você deu o seu melhor naquela situação.

Tendo em vista o público infantil o filme não traz questões extremamente profundas ou nas entrelinhas. Toda mensagem é muito clara, o que faz sentido, já que o público-alvo são crianças. Mas isso não deixa de agradar o público adulto que pode se divertir e se distrair com o filme.

O que você tá esperando para essas e os caras malvados você não vai deixar essa oportunidade escapar não é mesmo.

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